Salvador
O macaco-prego Alcebíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), morreu após o episódio em que invadiu casas no condomínio Alphaville 2, em Salvador, na segunda-feira (5). O ex-parlamentar publicou um desabafo nas redes sociais e cobrou uma investigação independente para esclarecer as circunstâncias que levaram à morte do animal.
De acordo com Marcel, Alcebíades teria entrado na casa de vizinhos e acabou sendo levado pela polícia. Posteriormente, o macaco ficou sob os cuidados do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) e do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).
O ex-deputado afirma que o animal deixou sua residência em boas condições de saúde e questiona o que ocorreu desde a abordagem até o período em que permaneceu sob os cuidados dos órgãos ambientais.
“Ele saiu daqui saudável e foi levado pela polícia depois de entrar na casa de vizinhos do Alphaville 2. Agora meu filho está morto”, escreveu Marcel.
Na ocasião, a presença do macaco, que estaria sob efeito de bebida alcoólica e remédios controlado, causou apreensão entre moradores do condomínio. Vídeos registrados durante a ocorrência mostram o animal circulando pelas residências. Em outra gravação, moradores relatam que ele havia entrado no quarto de uma criança recém-nascida.
Durante a tentativa de resgate, Alcebíades reagiu à abordagem e avançou contra os policiais, aparentemente em uma tentativa de se proteger. O episódio também provocou uma discussão entre uma moradora e uma mulher apontada como funcionária de Marcell. A moradora afirmou que aquela não seria a primeira vez que o animal causava transtornos no local.
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A informação sobre a ingestão de álcool e medicamentos foi divulgada após o episódio, mas ainda não foram apresentados, até o momento, detalhes técnicos sobre a causa da morte ou esclarecimentos sobre como essas substâncias foram ingeridas pelo animal.
Marcel Moraes afirmou que pretende investigar todas as circunstâncias do caso e pediu que nenhuma etapa seja deixada de fora.
“Quero saber o que aconteceu com ele, desde o contato com os vizinhos, durante a ação policial e enquanto esteve sob os cuidados do Cetas e do Inema. Há suspeita de envenenamento, e nenhuma etapa pode ficar sem investigação”, declarou.
O deputado também ressaltou que pretende recorrer à Justiça caso sejam identificadas responsabilidades pela morte do macaco.
“Não vou aceitar silêncio, descaso nem impunidade. Vou processar e buscar responsabilização de todos os envolvidos que as provas apontarem. Vou até o fim por justiça para Alcebíades”, escreveu.
O BNEWS tentou contato com Marcell Moraes, mas não houve retorno até a publicação desta matéria.
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