Salvador
Publicado em 09/06/2024, às 12h05 - Atualizado às 12h05 Bernardo Rego e Lucas Pacheco
Na manhã deste domingo (9), na praia de Buracão, localizada no Rio Vermelho, em Salvador, aconteceu uma manifestação contra a construção de espigões planejada para a rua Barro Vermelho.
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Na oportunidade, o presidente do SOS Buracão, Miguel Sehbe, conversou com a equipe do BNews e falou da importância deste ato, que na visão dele, tem por principal objetivo preservar o meio ambiente. Ele criticou a PEC 03, que quer readequar a posse de terrenos próximos à praia, muitos deles já ocupados por longos anos.
“Esse terreno aqui perto de onde estamos teria uma área de 1000 metros quadrados. Se algum dia desejarem fazer uma construção de um prédio, com a aprovação da PEC 03 (municipalizar os terrenos da Marinha), a garagem seria aqui onde estamos (na areia da praia)”, pontuou. Ele enfatizou ser contra a construção dos espigões por conta do sombreamento e também pela invasão do patrimônio público. Disse ainda que medidas jurídicas já foram tomadas junto ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Ministério Público da Bahia (MP-BA). Segundo ele, se for preciso, os moradores vão deitar no meio da rua para que máquinas sejam impedidas de transitar na realização das obras.
Quem também marcou presença foram políticos da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), Olívia Santana (PC do B), Robinson Almeida (PT) e Fabya Reis.
O deputado estadual, Robinson Almeida (PT), disse que o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), liberou, na surdina, um alvará para a construção de três espigões. Contudo, segundo ele, foi ajuizada uma ação no TJ para derrubar esse alvará. “Não podemos permitir essa construção. Essa luta é legítima. Precisamos lutar para que esse planeta seja preservado para essa e as futuras gerações”, salientou o deputado.
Olívia Santana (PC do B) se mostrou contra a PEC das Praias que tramita no Congresso Nacional, além de criticar o alvará da prefeitura para a construção dos espigões. “É uma ocupação desordenada das praias de salvador. Sempre lutei por um PDDU justo onde se possa conciliar a questão ambiental com o desenvolvimento. É um absurdo; esmaga o direito público, o direito à praia”, salientou a deputada.
“Não é possível que a prefeitura tenha dado um alvará de construção sem levar em conta um estudo honesto que mostre que essas construções são incompatíveis com bem-estar da coletividade”, frisou Olívia sobre a construção dos espigões.
A ex-titular da Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis, disse que esse movimento é uma agenda muito importante para debater com a população, principalmente contra a PEC 03, que, na visão dela, traz a privatização das praias e proíbe os acessos.
O coletivo Stella Maris, representado por Marcele do Valle, participou do protesto e frisou que essa PEC das Praias é um projeto político que transforma tudo em mercadoria. Ela o classificou como "PL extremamente gravoso, a praia é um espaço que representa cultura, lazer e história", afirmou.
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