Salvador

Moradora espancada por zelador de prédio no Rio Vermelho está em coma, revela delegada

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Amiga da vítima relata que mulher foi encontrada sem roupas, levantando suspeitas de violência sexual  |   Bnews - Divulgação Reprodução
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 28/08/2025, às 08h58 - Atualizado às 09h10



A moradora espancada pelo zelador do prédio em que mora, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, segue em estado de coma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). A informação foi confirmada nesta quinta-feira (28) pela delegada Zaira Pimentel, da 1ª Delegacia de Homicídios.

Segundo a delegada, o caso chegou inicialmente ao departamento como uma situação de lesão e incêndio, mas as equipes constataram que a situação era ainda mais grave, uma vez que, além de agredir a mulher, o zelador ameaçou outros moradores do prédio e ateou fogo em algumas unidades.

Após o ataque, o suspeito tentou fugir pulando do playground para a garagem, mas se feriu na queda de cerca de três metros. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levado ao HGE, onde permanece internado sob custódia.

Em entrevista à TV Bahia, Pimentel informou que o zelador recebeu voz de prisão em flagrante pelos crimes de tentativa de feminicídio e dano qualificado por utilização de substância inflamável (gasolina). A polícia solicitou ao Poder Judiciário a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

Até o momento, cinco testemunhas já foram ouvidas e imagens de câmeras de segurança do condomínio foram coletadas, mas, segundo Pimentel, ainda serão analisadas imagens que possam mostrar o momento exato da invasão ao apartamento da vítima.

Uma amiga da mulher agredida relatou que ela foi encontrada sem roupas pelos bombeiros após a agressão, levantando suspeitas de violência sexual. A delegada ressaltou que somente os laudos periciais poderão confirmar se houve esse tipo de crime.

Denúncia de assédio

Antes do ataque, a moradora já havia denunciado importunação e assédio por parte do suspeito, identificado como Osvaldo. Em registros no livro de ocorrências do condomínio, ela relatou perseguição, ameaças e conduta inadequada do zelador.

Em janeiro de 2024, a vítima recebeu uma mensagem do zelador, convidando-a para "tomar um vinho à noite", atitude que ela recusou por considerar invasiva. A situação foi comunicada ao síndico, mas nenhuma providência efetiva foi tomada. A mulher também mostrou as mensagens para a esposa do homem, que optou por acreditar no marido.

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