Salvador

Movimento SOS Área Verdes diz que faltam argumentos da Prefeitura de Salvador para vender área verde no Morro Ipiranga

Devid Santana/BNews
Movimento organiza abraço simbólico para celebrar suspensão de leilão na Justiça Federal de área verde no Morro Ipiranga  |   Bnews - Divulgação Devid Santana/BNews

Publicado em 15/04/2025, às 11h07   Matheus Simoni e Thiago Teixeira



Representante do Movimento SOS Áreas Verdes, a ativista Olga Pontes criticou a falta de diálogo com a Prefeitura de Salvador para viabilizar a venda dessas áreas na capital baiana. O grupo organizou um protesto nesta terça-feira (15) celebrando a suspensão de um leilão de um trecho do Morro Ipiranga, alvo de especulação imobiliária. O caso foi revelado com exclusividade na edição deste domingo (13), na BNews Premium.

Na avaliação de Olga, a gestão municipal sequer abriu diálogo com os setores interessados na sustentabilidade da capital baiana.

"Quando você não tem argumentos ou fatos para justificar que essa área não serve para nada, como ele já afirmou algumas vezes, inclusive ontem convidando jornalistas para convidar e constatar que não tem nenhuma grama. Quanto verde nós estamos vendo aqui? No discurso, relatório, você põe o que você quiser. Difícil é corroborar isso com a realidade", disse a ativista, em entrevista ao BNews.

"Quando o prefeito ou os procuradores do município responderam de forma agressiva e arrogante a ação civil pública, só demonstra que você tenta desqualificar quem tenta lutar pelo direito público, pelo patrimônio público, ao invés de buscar os argumentos. Quando você quer vender uma área verde, você precisa de argumento. Você precisa de calamidade, como se não tivesse recurso para pagar médicos ou servidores, o que não é o caso. Nosso município é rico e, como o município disse recentemente, está bombando. Que continue bombando de verdade em desenvolvimento, mas sem precisar detonar o patrimônio", afirma.

Ainda segundo Olga Pontes, não há justificativa para os diversos pedidos de impugnação serem rejeitados pelo município. O BNews apurou que, ao todo, 71 solicitações foram feitas.

No entanto, a Prefeitura de Salvador rejeitou todos eles utilizando uma resposta padrão. "A sociedade civil entrou com esses pedidos, alguns inclusive como desabafos contra a alienação dessas áreas. Muitos dos pedidos foram embasados em legislação, em suporte jurídico e inclusive demonstrando a improbidade administrativa do processo de leilão. Todos eles com uma razão muito forte de existir porque a sociedade deveria ser ouvida antes de qualquer decisão de alienação, que é a famosa consulta pública que o município não fez", declarou a representante do movimento.

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