Salvador

MP-BA recorre de decisão que revogou prisão do filho de vereadora que atropelou maratonista na Pituba

Paulo M. Azevedo | BNews
Ministério Público da Bahia contesta decisão que soltou Cleydson, que atropelou maratonista e causar graves ferimentos.  |   Bnews - Divulgação Paulo M. Azevedo | BNews
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 16/09/2025, às 19h22



O Ministério Público da Bahia (MP-BA) recorreu, nesta terça-feira (16), da decisão que revogou a prisão preventiva de Cleydson Cardoso Costa Filho, acusado de atropelar o atleta Emerson Silva Pinheiro na orla de Salvador, no último dia 16 de agosto. A vítima sofreu graves ferimentos, incluindo a amputação da perna direita.

A denúncia, já recebida pela Justiça, acusa Cleydson de tentativa de homicídio duplamente qualificado, por colocar em risco outras pessoas e dificultar a defesa da vítima. Segundo o MP-BA, o motorista dirigia em alta velocidade, sob efeito de álcool, de maneira temerária, e perdeu o controle do veículo, atingindo o corredor durante seu treino na Avenida Octávio Mangabeira.

O impacto destruiu ainda um quiosque e outras estruturas de proteção na via. O MP-BA sustenta que Cleydson possui pelo menos três infrações registradas por excesso de velocidade, reforçando, segundo a promotoria, sua periculosidade social e o risco real de reiteração delitiva.

Tal circunstância deixa em evidência a periculosidade social e o risco real de reiteração delitiva, caso seja colocado em liberdade. Além disso, a prisão é necessária para assegurar a aplicação da lei penal, pois ao denunciado é imputado o crime de tentativa de homicídio duplamente qualificado", afirma o recurso do MP-BA.

O órgão ministerial pede que a decisão que revogou a prisão preventiva seja revista e que Cleydson volte a ser mantido sob custódia, ao menos até que o caso seja analisado em profundidade pelo Judiciário.

Medidas cautelares atualmente impostas

Apesar de liberar o réu, a Justiça impôs uma série de medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de dirigir ou frequentar bares. Confira: 

  • comparecimento mensal em juízo para justificar atividades;
  • proibição de frequentar bares, restaurantes, boates, praias e locais com consumo de bebidas alcoólicas;
  • proibição de dirigir veículos automotores;
  • proibição de manter contato, por qualquer meio, com a vítima e testemunhas;
  • recolhimento domiciliar noturno a partir das 19h, bem como em finais de semana e feriados;
  • proibição de sair da comarca;
  • uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

O caso

Emerson foi atingido durante um treino coletivo, quando um veículo em alta velocidade perdeu o controle, bateu em um poste e em uma barraca antes de atropelá-lo. O impacto deixou o atleta gravemente ferido, que precisou amputar uma das pernas.

O motorista do carro, Cleydson Cardoso Costa Filho, foi preso em flagrante. Ele apresentava claros sinais de embriaguez, não conseguiu realizar o teste do bafômetro e foi autuado por lesão corporal culposa grave, agravada pela ingestão de álcool.

Cleydson é filho da vereadora Débora Santana (PDT), que se manifestou por meio de nota pública. Sem citar diretamente o envolvimento do filho, a parlamentar declarou solidariedade à vítima e sua família, afirmando estar "à disposição para oferecer todo o apoio necessário" e pedindo orações pela recuperação do atleta.

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