Salvador

MPBA acompanha entrega de crianças acolhidas no Carnaval 2026 a pais ambulantes em Salvador

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Mais de 600 crianças passaram por unidades municipais durante a folia; órgão aponta necessidade de ampliar a rede para 2027  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 19/02/2026, às 07h06



O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) acompanhou, na manhã desta quarta-feira (18), o processo de devolução de crianças e adolescentes acolhidos em unidades municipais durante o Carnaval de Salvador. O serviço é destinado, principalmente, aos filhos de ambulantes que atuam nos circuitos da festa.

Entre as mães atendidas está a ambulante Andreza Souza, de 30 anos, que deixou os dois filhos, de sete e dois anos, em uma das unidades. “Deixei meus filhos aqui e saí apreensiva. No outro dia, vim visitar e fiquei tão feliz quando vi que eles estavam bem alimentados, cuidados pelas assistentes. Aquilo me tranquilizou pra trabalhar”, relatou. Segundo ela, apesar da insegurança inicial, a experiência foi positiva: “No final, fiquei feliz porque eles ficaram em um lugar com segurança, assistência e cuidado”.

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Na Escola Municipal Casa da Amizade, no bairro de Ondina, uma das cinco unidades disponibilizadas pela Prefeitura, 121 crianças de zero a 17 anos foram acolhidas desde o início do Carnaval, no dia 12. Até as 10h desta quarta-feira, 16 ainda aguardavam a chegada dos responsáveis.

A promotora de Justiça Rita Tourinho, acompanhada pela psicóloga Lua Cal e pela pedagoga Simeir Viana, verificou o fluxo de desacolhimento, possíveis intercorrências e a necessidade de ajustes para os próximos anos.

Segundo Rita Tourinho, “o MP, dentro da sua missão institucional, acompanhou a retirada das crianças das casas de acolhimento, onde mais de 600 crianças foram acolhidas”. Ela destacou ainda a importância do serviço e a perspectiva de ampliação: “Observamos a necessidade de ampliação da rede, no próximo ano, para que o serviço possa ser melhor prestado, já que está ganhando a confiança dos pais que trazem suas crianças a essas casas para que possam trabalhar durante os festejos carnavalescos”.

Em 2025, cerca de 400 crianças haviam sido atendidas nas unidades. Neste ano, o número superou 600.

Na Barra, a Escola Municipal Santa Terezinha acolheu 70 crianças durante o período festivo. Até as 9h25 desta quarta-feira, 47 já tinham sido entregues às famílias, sendo 17 bebês de até um ano de idade — dado que reforça a necessidade de estrutura adequada para atender o público mais vulnerável.

O desacolhimento total estava previsto para ocorrer até as 11h. Nos casos remanescentes, a rede de proteção entraria em contato com os responsáveis para garantir o retorno seguro das crianças ao convívio familiar.

Durante os dias de Carnaval, o MPBA também realizou vistorias nas unidades para fiscalizar o funcionamento do serviço. Ao longo do último ano, o órgão promoveu reuniões com a rede de proteção à criança e ao adolescente e articulou ações com diferentes instituições para assegurar a manutenção de serviços considerados essenciais, especialmente para o público infantojuvenil em situação de vulnerabilidade.

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