Salvador
Publicado em 31/10/2024, às 12h09 Victória Valentina
Uma mulher foi atacada por dois cães de rua enquanto praticava corrida no Corredor da Vitória, área nobre de Salvador, na última terça-feira (29). Em entrevista ao BNews, a vítima, de 43 anos, que não quis revelar a identidade, contou que havia acabado de iniciar sua atividade física quando foi alvo dos animais.
O treino de corrida foi iniciado por volta das 17h20, porém, minutos depois, a vítima contou que passou em frente a um prédio onde havia um homem em situação de rua sentado, acompanhado de dois cachorros. Foi neste momento em que os animais partiram para cima dela e a morderam na coxa e em uma das nádegas.
A corredora foi amparada por um segurança de um edifício próximo, que lhe ofereceu álcool para jogar no machucado. Segundo ela, o funcionário relatou que um outro homem havia acabado de ser atacado no mesmo local, e que teve a calça rasgada.
Depois, ela foi até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) nos Barris para tomar vacina antirrábica. Lá, acabou encontrando outra mulher que também foi vítima dos mesmos animais.
"Quando eu estava esperando atendimento, encontrei uma menina que disse que foi proteger o próprio cachorro e também foi atacada no mesmo lugar. Somente nesse dia, foram três ataques, pelo que fiquei sabendo. Quando eu estava conversando com amigos, eles relataram que também já foram alvo deles. São cachorros agressivos, que atacam qualquer um. E ali passa muito idoso, muita criança", disse.
Em relato encaminhado para a reportagem, a segunda vítima contou que foi mordida na perna e, em um momento de desespero para se proteger e tentar salvar seu bicho de estimação, atravessou a rua no meio dos carros e quase foi atropelada.
Uma denúncia foi feita na página da Prefeitura de Salvador, na última quarta-feira (30), que será encaminhada para o órgão competente que, neste caso, é a Diretoria de Proteção Animal, ligada a Secretaria de Sustentabilidade, Resiliência e Bem-estar e Proteção Animal (Secis). Procurada pelo BNews, a pasta informou que "não está incluída em suas atribuições a fiscalização de ataques de animais".
"A legislação em vigor estabelece a responsabilidade dos tutores pelo acompanhamento dos animais, bem como pelo uso de guia e focinheira. À Diretoria de Promoção à Saúde e Proteção Animal (Dipa), que não possui poder de polícia, cabe orientar os responsáveis", afirmou a secretaria.
"No caso apresentado, é de responsabilidade das autoridades policiais tomar as medidas cabíveis para o cumprimento da ordem e imputação das eventuais responsabilidades", concluiu.
O BNews também entrou em contato com a Polícia Militar para saber se já foi acionada pela população sobre os ataques no Corredor da Vitória, mas a corporação sugeriu contato com a Zoonoses.
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