Salvador

Operação apreende mercadorias na Feira de São Joaquim e feirantes denunciam prejuízo de R$ 10 mil: 'Eu só estou querendo trabalhar'

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A ação da Vigilância Sanitária e Polícia Civil na Feira de São Joaquim é contestada por comerciantes que alegam condições adequadas de armazenamento  |   Bnews - Divulgação bnews

Publicado em 06/03/2026, às 10h36 - Atualizado às 13h01   Bruna Rocha e Gabriel Bacelar



A “Operação Pescados”, realizada na manhã desta sexta-feira (6) na Feira de São Joaquim, em Salvador, gerou indignação entre comerciantes do tradicional centro de abastecimento da capital baiana.

Em entrevista ao BNews, o feirante Breno, que trabalha como vendedor no local há quatro anos, criticou o que classificou como seletividade na fiscalização. Segundo ele, mesmo com os pescados, como camarão fresco, em condições adequadas de armazenamento, a mercadoria foi recolhida durante a ação.

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“Eles já vieram aqui outras vezes. Tentaram arrancar minha barraca, vieram de noite, tiraram e quebraram tudo. Vieram com a fiscalização, mas não acharam nada irregular: nem peixe estragado, nem peixe sem gelo. Está tudo armazenado com gelo, perfeitamente, da forma que deve ser”, afirmou.

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O comerciante também relatou que uma das justificativas apresentadas pelos policiais e agentes da Vigilância Sanitária foi a forma de armazenamento dos produtos.

“Dizem que eu não teria lugar para armazenar, mas eu tenho minha barraca lá dentro, com freezer e tudo. A gente só faz a exposição aqui na frente, mas é tudo na sombra, organizado, limpinho e com produto de qualidade”, declarou.

Breno afirmou ainda que a situação tem prejudicado seu sustento e o da família.

“Eu só estou querendo trabalhar. Tenho quatro filhos, pago pensão, tenho aluguel para pagar, e eles estão brigando comigo por causa do trabalho. Estou lutando para trabalhar, para levar o pão de cada dia para casa”, disse.

O feirante também alegou que não foram encontradas irregularidades em seu ponto de venda. “Se ele for ali dentro, vai encontrar irregularidade em outros lugares de peixe. No meu, ele não acha”, acrescentou.

Por fim, o comerciante afirmou que a operação, realizada às vésperas de um dos períodos de maior movimento para o setor — a Semana Santa —, teria causado prejuízo estimado em cerca de R$ 10 mil.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) informou que, durante as ações, são verificadas as condições sanitárias dos produtos, incluindo estado de conservação, exposição e adequação para consumo. Também são fiscalizados o cumprimento do Código de Defesa do Consumidor, o ordenamento dos pontos comerciais e possíveis práticas criminosas.

A operação conta com a participação da Polícia Civil, por meio da Delegacia de Defesa do Consumidor (Decon), além do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Guarda Civil Municipal de Salvador (GCM), Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde (Visa/SMS), Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop).

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