Salvador

Pai de criança de 5 anos que morreu em UPA de Salvador faz forte desabafo: "Não desconfiamos do diagnóstico"

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Pais acusam UPA de falhas no atendimento da criança  |   Bnews - Divulgação Arquivo Pessoal - Reprodução/YouTube/BNewsTV
Maycol Douglas

por Maycol Douglas

maycol.douglas@bnews.com.br

Publicado em 23/09/2025, às 14h31



Os pais do pequeno Marcos Túlio, Priscilla Vaz e Túlio Marcos, seguem bastante abalados cinco meses após a morte do filho, de apenas 5 anos de idade, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Itapuã, em Salvador.

De início, o pequeno chegou à UPA quando vomitava, sentia febre e mal-estar. Ele recebeu atendimento e foi liberado com diagnóstico de dengue.

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Em entrevista à equipe de reportagem do BNews, o pai contou detalhes de quando o pequeno recebeu o segundo atendimento médico na unidade de saúde. "Apesar dele apresentar a respiração um pouco ofegante, não desconfiamos do diagnóstico".

"Tratamos ele como se fosse dengue, compramos os medicamentos, demos muito líquidos, conforme a orientação. Por isso, a gente não retornou para a UPA. A gente só retornou quando ele começou a piorar. Fomos atendidos rápidos e ele já foi classificado como vermelho, quando eu vi, eu saí correndo e fui para o consultório, encontrei a mesma médica que deu alta para ele. Foi muita coisa acontecendo, ele estava muito desidratado, apesar de beber muito líquido, havia dificuldade em encontrar o acesso", contou.

Túlio Marcos ainda contou que a pediatra que deu o diagnóstico de dengue para seu filho, não o atendeu na segunda ida à UPA. "Quando eu percebi, estava a equipe toda da UPA atendendo ele, menos a pediatra que recebeu ele e deu alta no dia anterior. Foi tudo muito corrido, ele foi entubado, a regulação não demorou a sair, mas ele não tinha condição de ser regulado porque ele não estava estável".

O QUE DIZ A SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE?

Procurada pelo BNews, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) comentou sobre o ocorrido e como pretende avançar a partir da denúncia e das provas policiais contra os médicos da unidade.

A pasta informou que "já adotou as medidas legais e administrativas cabíveis quanto ao ocorrido". Além disso, a SMS ressaltou que tratar de procedimento em andamento, as informações seguem em caráter sigiloso, conforme prevê a legislação. A SMS reafirma seu compromisso com a transparência, a responsabilidade e o fortalecimento contínuo da qualidade da assistência prestada à população".

ASSISTA A ENTREVISTA COMPLETA:

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