Salvador
A manhã deste domingo (7) foi de revolta e indignação para dezenas de corredores que se inscreveram na "Corrida com Propósito", evento que estava programado para acontecer na Praia de Piatã, na orla de Salvador. Ao chegarem ao local indicado pela organização, os participantes encontraram o espaço completamente vazio e sem qualquer estrutura para a realização da prova.
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Segundo relatos, não havia pórtico de largada, equipes de apoio, sinalização, entrega de kits ou qualquer outro elemento que indicasse a realização do evento. A situação levou muitos inscritos a suspeitarem de um possível golpe.
Nos dias anteriores à corrida, a própria organização já havia informado dificuldades relacionadas à entrega dos kits, principalmente camisas e números de peito. Apesar dos problemas relatados, os participantes acreditavam que a situação seria resolvida a tempo da realização da prova.
Com o não acontecimento do evento, corredores passaram a cobrar explicações, além de reivindicarem o ressarcimento dos valores pagos nas inscrições. A repercussão foi imediata nas redes sociais, onde diversos participantes compartilharam relatos sobre o transtorno enfrentado: “Chegamos 6h e tinha gente, deu polícia e tudo mais!”, afirmou um participante.
Outro corredor também reclamou da falta de retorno da organização e cobrou o reembolso da inscrição: “Quero meu dinheiro de volta. Falta de respeito com o atleta. Até agora não consegui pegar meu kit.”
A insatisfação também foi expressa por quem decidiu não participar mais de eventos promovidos pelos organizadores: “Eu vou querer o reembolso do valor que paguei, como faço para ser reembolsado? O que vocês estão fazendo com os participantes é uma falta de respeito, não irei participar dessa corrida e em nenhuma mais que seja organizada por vocês”, comentou.
Um dos inscritos relatou o cenário encontrado ainda nas primeiras horas da manhã neste domingo: “Não sei se a corrida foi realizada. Estive no local às cinco e meia da manhã, em Piatã, e não tinha nada organizado. Uma confusão, cerca de 80 a 100 pessoas, insatisfeitas. Retornei pra casa. Uma vergonha!”, disparou.
Em tom de revolta e indignação, um participante criticou a condução do evento, apontou a falta de “hombridade” dos organizadores da corrida e cobrou uma postura mais transparente por parte dos responsáveis.
Problemas todo mundo tem, isso é fato. Mas diante das dificuldades, por que não postergar a data da corrida e honrar a palavra dada? Por que não houve devolução, ainda que parcial, do valor pago, já que não foi entregue aquilo que foi prometido e adquirido pelos participantes? Tenha hombridade e honre sua palavra. Hoje ficou marcada por uma sequência de falhas que não podem ser ignoradas. Não transforme o esporte apenas em uma máquina de dinheiro”, destacou.
Em nota ao BNews, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou que equipes do 32º Batalhão foram acionadas pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom) após denúncias de participantes que afirmavam não ter encontrado qualquer estrutura para a realização da corrida e alegavam ter sido vítimas de golpe.
Até o momento, os organizadores do evento não apresentaram informações detalhadas sobre a realização da corrida, eventual remarcação ou procedimentos para devolução dos valores pagos pelos inscritos.
Confira a nota da PM na íntegra:
“A Polícia Militar informa que policiais militares do 32º BPM foram acionados via Cicom para averiguar denúncia de que participantes de uma corrida de rua, não encontraram nenhuma estrutura para realização do evento que aconteceria na manhã deste domingo (7), no de bairro Piatã, informando serem vítimas de golpe.
Diante das reclamações, um dos organizadores compareceu ao local, sendo encaminhado à 12ª Delegacia Territorial, onde a ocorrência foi registrada. Os policiais orientaram aos participantes que também formalizassem o fato na unidade policial", informou a corporação.
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