Salvador
por Thiago Teixeira
Publicado em 24/05/2026, às 14h40 - Atualizado às 14h45
Aumento no custo maior de vida, problemas de saúde física, obstáculos ao acesso a seu local de trabalho e adoecimento mental. Esses são apenas alguns dos relatos de moradores de Salvador que citam as interferências causadas por mudanças climáticas como um dos principais empecilhos em seu cotidiano, de acordo com a pesquisa Clima, Trabalho e Transição Justa.
O levantamento, elaborado por equipes do Aurora Lab e da More in Common, teve um prévia divulgada pela Agência Brasil neste domingo (24) e será compartilhado na íntegra no encontro "Quem move o Brasil? Debates sobre Trabalho, Energia e Desenvolvimento", na próxima quarta (27), em São Paulo.
Salvador foi uma das nove capitais brasileiras escolhidas para ser palco da pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas. No total, oito em cada dez pessoas (85%) já notam as mudanças, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso.
A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
O levantamento ainda demonstra que a maioria esmagadora dos entrevistados (93%) acredita que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.
Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.
A preferência pelo Estado como o agente mais adequado para apresentar soluções de mitigação e outras medidas pertinentes surpreendeu os pesquisadores. As entrevistas também sondaram a avaliação das pessoas sobre a ligação entre a transição e a configuração social do país.
Ao todo, 45% acreditam que a passagem para outros estágios energéticos promoverá redução das desigualdades sociais, contra 40% que acreditam que haverá uma manutenção ou, então, um aumento das desigualdades (23% acham que vão aumentar + 17% que não vão mudar).
De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.
As entrevistas realizadas para a análise contaram com a participação de pessoas com 16 anos de idade ou mais, de nove capitais: Belém, Brasília, Fortaleza, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. O questionário foi aplicado entre maio e setembro de 2025.
Confira os principais resultado das mudanças climáticas e suas reclamações:
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