Salvador
por Redação BNews, com informações de Dandara Amorim
Publicado em 16/12/2025, às 11h16
O possível fechamento da Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar, no bairro do Rio Sena, em Salvador, tem causado indignação entre pais e responsáveis de alunos da unidade. Com mais de 40 anos de existência, a unidade teve o encerramento das atividades comunicado às famílias por meio de um ofício enviado por e-mail, sem aviso prévio ou diálogo com a comunidade, informando que deve fechar a partir de 2026.
Segundo denúncia feita ao BNews, a notícia foi repassada durante uma confraternização em comemoração ao aniversário da escola, o que aumentou a revolta dos presentes. Os responsáveis relataram que não houve reunião presencial nem escuta da comunidade antes da decisão.
Diante da situação, moradores do Rio Sena organizaram um abaixo-assinado pedindo a manutenção da escola. O documento foi encaminhado ao prefeito de Salvador, Bruno Reis, que assinou o recebimento no dia 13 de novembro, durante um evento na localidade.
No texto do abaixo-assinado, a população destaca que a Escola Municipal Paulo Mendes de Aguiar foi criada pela própria comunidade, possui 43 anos de existência, terreno próprio e atende crianças da Educação Infantil ao 1º ano do Ensino Fundamental. Os moradores também ressaltam que o bairro conta apenas com um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI), que já funciona capacidade limitada e fica a mais de 700 metros de distância, o que dificulta o deslocamento de diversas famílias.
Revolta dos pais
Ao BNews, Manuela, mãe de um menino de 7 anos diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e que estuda na escola, criticou a forma como a decisão foi comunicada.
"Foi uma surpresa. Em pleno aniversário da escola, com as crianças felizes, recebemos um ofício por e-mail informando o fechamento. Não houve consideração em conversar pessoalmente, ouvir a comunidade ou explicar às crianças e às famílias. A escola tem infraestrutura, segurança e acolhimento. Foi criada pela comunidade e faz parte da história do bairro. Não entendemos por que vai fechar", disse.
Outra mãe de aluna, Shirley Moura, também reforçou a revolta da comunidade. "Essa escola sempre tratou minha filha muito bem, tem estrutura, organização e acolhimento. O que revolta é não avisarem nada e simplesmente decidirem fechar. Aqui não tem cachorro, tem crianças, tem seres humanos", afirmou.
Ainda segundo relatos, circulam boatos de que o espaço poderá ser transformado em uma praça ou em um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), mas não há confirmação oficial.
O que diz a SMED
A reportagem procurou a Secretaria Municipal da Educação de Salvador (SMED) para esclarecer os motivos do possível fechamento da escola, mas não obteve retorno até a publicação da matéria. O espaço segue aberto para manifestações da pasta.
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