Salvador

Empresas e organizações recebem Selo da Diversidade Étnico-Racial em Salvador; entenda os critérios

Dandara Amorim | BNews
A cerimônia para entrega do Selo da Diversidade Étnico-Racial aconteceu nesta sexta-feira (13), em Salvador  |   Bnews - Divulgação Dandara Amorim | BNews

Publicado em 13/12/2024, às 10h43 - Atualizado às 10h55   Dandara Amorim e Emilly Giffone



A Prefeitura de Salvador realizou nesta sexta-feira (13) a entrega do Selo da Diversidade Étnico-Racial, concedido pela Secretaria Municipal de Reparação (Semur). A certificação é um reconhecimento para organizações públicas, privadas e da sociedade civil da Bahia, por ações e compromissos de promoção da equidade racial nas políticas de gestão de pessoas e marketing. 

A supervisora do selo, Jaqueline Sobral, revelou que 188 empresa possuem essa certificação, que são definidas como empresas compromissos e empresas reconhecimentos.

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"Empresas reconhecimentos são empresas menores, que já nasceram com essa ideologia, com essa questão do combate mesmo, de resistência. E as empresas maiores são as empresas compromissas, que fazem um pacto conosco, e nos passa um plano de trabalho, o censo. Então são empresas maiores que estão aí conosco. No total, juntas, dão 188 empresas atualmente", esclareceu ela.

Ela destacou também a importância do selo e da diversidade dentro das empresas.

"O selo serve como um estímulo, como um incentivo às organizações a iniciarem, a pensarem e a refletirem sobre essa questão, sobre o combate ao racismo e sobre a diversidade. É como uma forma de você ter uma equipe plural, uma equipe mais criativa, uma equipe mais inovadora, consequentemente uma empresa mais lucrativa, mais fortalecida, mas acima de tudo pensar a diversidade como algo que serve para a reparação, para o combate a esse racismo, para a reparação, para a questão ética, para a questão moral", afirmou Jaqueline.

Umas das empresas que possui o selo é o Atakarejo. A jovem Isabela Reis contou detalhes sobre o Grupo de Afinidades, uma iniciativa do supermercado.

"O grupo tem como intuito conscientizar tanto os nossos associados com os nossos clientes, a respeitar o próximo, a viver mesmo a diversidade, a integração racial e eu acho muito importante, não só na empresa, mas a gente vivenciar mesmo a diversidade em nosso cotidiano, diário", ressaltou ela. 

A Fundação José Silveira recebeu pela primeira vez o selo e a coordenadora do Comitê de Diversidade, Laiane Martins, destacou o trabalho realizado pela instituição nessa pauta.

"O selo é a primeira vez que a gente recebe e é um instrumento simbólico que reconhece hoje a jornada que a gente vem construindo ao longo de três anos dentro do Comitê de Diversidade. Uma jornada de afirmação do povo preto dentro da instituição, desde os colaboradores aos nossos pacientes, clientes, parceiros e fornecedores a gente vem construindo uma jornada de reafirmação e valorização desse grupo", destacou a coordenadora.

Laiane ainda revelou que mais da metade das pessoas que atuam na instituição são negras. "Esse ano a gente rodou dentro da Fundação um Censo da Diversidade, onde a gente constatou e 31% do nosso público são pessoas pretas e pardas, constituindo 81% de negros dentro da Fundação. Então tudo que a gente constrói, de desenvolvimento de pessoas, valorização de cargos e desenvolvimento de habilidades é voltado para a valorização desse público", ressaltou. 

O gerente de Relações Governamentais da Dow Química, mais uma das empresas que também possui o selo, detalhou as ações realizadas dentro e fora da organização.

"Esse é um momento muito importante para a Dow, porque ele coroa todo o trabalho que é desenvolvido pela empresa. Nós somos muito preocupados em desenvolver a inclusão, diversidade e equidade, não só dentro da nossa companhia, dentro das nossas fábricas, do nosso escritório, mas também extrapolando isso para a comunidade, a comunidade que nos cerca, que está ao redor da fábrica, a comunidade de Salvador", afirmou Alexandre Amissi.

"Na empresa nós temos projetos de fortalecimento, de atração e retenção de jovens potências negras no mercado através de conversas, de programas de mentoria com profissionais de empresa que já estão há alguns anos atuando no mercado, negros que contam sua história de desenvolvimento, de crescimento de carreira. Fora da empresa, nós temos projetos bastante estruturantes de educação, de ciências, de tecnologia, de matemática para jovens de ensino médio e também de curso pré-vestibular", acrescentou. 

Classificação Indicativa: Livre

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