Salvador

Professora é acusada de racismo ao entregar bananas como prêmio para meninos negros em escola de Salvador

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Caso foi revelado pela escritora Bárbara Carine, do perfil @uma_intelectual_diferentona, nas redes sociais  |   Bnews - Divulgação Reprodução / @uma_intelectual_diferentona
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 23/10/2024, às 17h41 - Atualizado às 20h36



Uma professora foi denunciada por racismo ao fazer uma atividade polêmica em sala de aula. O caso aconteceu no último dia 10 de outubro, no Colégio Estadual de Tempo Integral São Daniel Comboni, no bairro de Sussuarana, em Salvador. O caso foi revelado pela escritora Bárbara Carine, do perfil @uma_intelectual_diferentona, nas redes sociais.

"Estou trazendo uma denúncia aqui de uma situação de racismo que aconteceu no último dia 10 de outubro no Colégio Estadual de Tempo Integral São Daniel Comboni. Quem fez a denúncia é um ex-aluno meu da UFBA, que também é um professor de matemática, um homem negro. E ele veio trazer essa denúncia porque ele também já abriu um processo junto à Secretaria Estadual de Educação, e ele está com medo que o processo seja arquivado contra essa professora, que segundo o relato do professor, tem o hábito de fazer essa trilha nas escolas públicas de Salvador", relata. 

"Você imagina qual o cenário racial das escolas públicas em Salvador, meninos majoritariamente negros. E aí qual é o problema da atividade matemática da professora?  Ela fez, ela faz essa trilha matemática como caso de macaquinho, cada grupo é representado por um macaquinho de uma cor e aí o estudante que mais avança no desafio matemático, recebe um prêmio, ele vence a trilha matemática e o prêmio que ele recebe, o macaquinho, é um cacho de banana", continua a escritora.

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"E ela leva para a sala de aula, uma sala de aula repleta de meninos negros, um cacho de banana e dá para essa equipe que venceu esse desafio, essa trilha matemática. Os próprios estudantes ficaram extremamente desconfortáveis e procuraram esse professor negro para fazer a denúncia. Então, eu estou amplificando a voz desse colega", finaliza Bárbara no vídeo.

O BNews consultou a assessoria da Secretaria Estadual de Educação da Bahia, que enviou uma nota sobre o caso.

"A Secretaria da Educação do Estado (SEC) informa que iniciou o processo administrativo para a apuração dos fatos relatados sobre Colégio Estadual de Tempo Integral São Daniel Comboni, ouvindo a gestão da escola, estudantes e a professora. A SEC reafirma seu compromisso com a Educação Antirracista e o combate a toda forma de preconceito e injustiça", informou a pasta.

Atualização (19h25)

Após a publicação do vídeo, Bárbara Sarine apagou a postagem das redes sociais. "Arquivei o reels sobre o caso de racismo na escola em Sussuarana, pois estavam confundindo a referida 'professora' com outra professora com as mesmas características citadas no vídeo. Mas o importante é que o PAD está aberto e espero que a profissional responda pelo crime", escreveu a influenciadora.

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