Salvador

Projeto quer tornar obrigatória presença de desfibriladores para salva-vidas nas praias de Salvador

Secom/PMS/Bruno Concha
Texto apresentado na Câmara reforça necessidade de equipes estarem equipadas com dispositivo capaz de atender situações graves de banhistas em risco nas praias  |   Bnews - Divulgação Secom/PMS/Bruno Concha
Matheus Simoni

por Matheus Simoni

matheus.simoni@bnews.com.br

Publicado em 16/03/2026, às 09h03



Um projeto protocolado na Câmara Municipal de Salvador (CMS) propõe que todas as equipes do Corpo de Salva-Vidas que atuam no litoral da capital baiana passem a contar com Desfibriladores Externos Automáticos (DEA). A proposta, de autoria do vereador André Fraga (PV), visa aumentar a sobrevida de banhistas e esportistas em casos de emergências cardíacas.

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O equipamento portátil é capaz de identificar arritmias graves e aplicar choques elétricos controlados para restabelecer o ritmo do coração. O objetivo do projeto é que o socorro ocorra de forma imediata, antes mesmo da chegada de uma ambulância.

Veja os pontos principais do projeto:

  • >>> Distribuição Estratégica: Os aparelhos devem ser alocados em bases e postos de salva-vidas ao longo das praias do município;
  • >>> Capacitação: Os profissionais de salvamento deverão passar por treinamento específico para operar os equipamentos e realizar suporte básico de vida;
  • >>> Manutenção: O projeto prevê a verificação periódica do funcionamento dos aparelhos para garantir que estejam prontos para uso.

Na justificativa da proposta, o parlamentar destaca que Salvador possui uma das maiores extensões de litoral urbano do país, atraindo diariamente milhares de moradores e turistas. Além dos riscos de afogamento, a ocorrência de paradas cardiorrespiratórias em áreas de grande circulação é um fator de preocupação.

"A rapidez no atendimento é determinante para a sobrevivência da vítima. O uso precoce de desfibriladores pode aumentar significativamente as chances de recuperação", destacou o vereador ao propor a medida, que também se alinha aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, focados em saúde e bem-estar.

O projeto agora deve seguir para análise das comissões da Câmara Municipal. Se aprovado e sancionado pelo Poder Executivo, a prefeitura será responsável por regulamentar os prazos, critérios técnicos e a dotação orçamentária para a compra dos equipamentos.

Classificação Indicativa: Livre

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