Salvador

Mãe de menina que morreu em UPA denuncia suposta negligência em Salvador: “Quero justiça pela minha filha”

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Familiares fazem manifestação em frente à unidade de saúde para solicitar prontuário e exames da criança  |   Bnews - Divulgação BNews

Publicado em 28/04/2026, às 11h58 - Atualizado às 12h58   Cibele Gentil e Rafaela Kalil



Familiares da pequena Melissa Eloá fizeram um protesto na manhã desta terça-feira (28), em frente à UPA de Periperi. Os familiares acusam a unidade de negligência médica no atendimento da menina de apenas três anos, que faleceu na última sexta-feira (24) por uma pneumonia supostamente não diagnosticada pela equipe.

Segundo os familiares, Melissa foi atendida duas vezes na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e não identificaram a causa real dos sintomas que ela apresentava. No último atendimento, a criança foi levada ao Hospital Couto Maia, onde foi identificado que ela estava com pneumonia, o que teria vindo a ser a causa da sua morte.

A equipe de reportagem do BNews acompanhou a manifestação e conversou com exclusividade com a mãe da menina. Ela solicita que o prontuário e os exames da menina sejam entregues pela unidade. “Eu não aceito isso. Eu quero justiça pela minha filha”, falou.

O que aconteceu

Conforme contou a mãe de Melissa ao BNews, o primeiro atendimento aconteceu no dia 20 de março. “Eu vim aqui na UPA pela tarde. Ela chegou aqui com 38.3 de febre e a médica passou um raio-x para ela e não medicou ela”, relatou.

De acordo com a mãe, os sintomas da menina foram piorando e horas depois ela retornou à mesma unidade de atendimento. Segundo ela, o médico que realizou o atendimento descreveu o quadro como “uma secreção no pulmão da sua filha, mas nada grave”.

Os sintomas foram se tornando mais intensos e, poucos dias depois de começados os primeiros sinais, ela buscou atendimento de uma outra unidade de saúde. “Fui para a UPA de Paripe. Chegando lá o médico disse que ela estava passando mal, vomitando por causa do antibiótico”, contou.

Ela também falou que, de acordo com o médico, a filha estava com quadros gripais, no sexto dia desde o início, e que ela poderia ficar assim até o décimo dia. Na noite de na quinta-feira, elas retornaram à UPA de Periperi, quando o médico comunicou que Melissa deveria ser internada.

A mãe também reclamou que, enquanto aguardavam a regulação, a unidade não prestou a assistência adequada à criança. “Quando foi dez horas da manhã, a regulação dela saiu, que ela iria para a UTI. E aí eles da Samu só chegaram aqui 17h”, relatou.

Ela conta que, chegando ao hospital, a menina foi encaminhada para a UTI e que o quadro da criança já tinha evoluído muito.  “Quando chegou lá, minha filha já estava toda roxinha, a médica fez o que pôde e o que não pôde. Mas não teve mais jeito, a minha filha deu sete paradas”, desabafou.

O BNews pediu um posicionamento à Secretaria Municipal de Saúde sobre o caso. A matéria será atualizada conforme a manifestação ocorra.

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