Salvador

Saiba qual foi o acordo aceito pelos rodoviários para cancelar greve em Salvador

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Após reunião no TRT-5, rodoviários garantem reajuste salarial e melhorias nas condições de trabalho.  |   Bnews - Divulgação Arquivo
Henrique Brinco

por Henrique Brinco

henrique.brinco@bnews.com.br

Publicado em 28/05/2025, às 17h32 - Atualizado às 17h33



O Sindicato dos Rodoviários da Bahia e as empresas de transporte coletivo de Salvador chegaram a um acordo e evitaram a greve da categoria, que estava marcada para esta quinta-feira (29). A decisão foi tomada na manhã desta quarta (28), durante reunião realizada na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), no bairro do Comércio.

Entre os principais pontos do acordo estão o reajuste salarial de 5,32% e o mesmo percentual de aumento para o ticket alimentação. Também foi definida a redução dos contratos de jornada parcial de 10% para 5% do efetivo total, além da autorização para permutas de folgas solicitadas pelos trabalhadores e concessão de licença sem remuneração, em situações a serem especificadas pelas partes.

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O Tribunal propôs ainda a criação de um grupo de trabalho para mediar debates sobre questões estruturais da categoria, como a disponibilização de banheiros femininos em todos os terminais, o Relatório de Operação Veicular (ROV) e as escalas multilinhas. A comissão contará com representantes do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Prefeitura de Salvador.

Outro ponto importante do acordo determina que as férias dos rodoviários não poderão mais ser iniciadas às sextas-feiras, além dos sábados e domingos. O plano de saúde será mantido nos mesmos moldes da convenção anterior, assim como todas as demais cláusulas do acordo coletivo vigente.

O diretor de comunicação do Sindicato dos Rodoviários, Daniel Mota, afirmou que não foi "o acordo dos sonhos". "Nós avaliamos que os empresários queriam levar os trabalhadores para o tribunal, fazer um julgamento e retirar alguns direitos inexoráveis que nós temos como tiraram em 2006", declarou. "Dessa vez eles botaram um bode na sala, que foi retirar o plano de saúde, voltar ao banco de horas, discutir a ampliação do contrato parcial e pagar o salário diferenciado", emendou.

Mais cedo, o prefeito Bruno Reis já havia antecipado, em entrevista à Rede Bahia, que havia expectativa de entendimento entre as partes — o que se confirmou com o encerramento da mobilização. Com o acordo firmado, a operação do transporte público seguirá normalmente nesta quinta.

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