Salvador
por Antonio Dilson Neto
Publicado em 29/03/2026, às 05h30 - Atualizado às 05h31
Salvador chega aos 477 anos levando consigo a força da sua história, a energia das suas ruas e a capacidade de se reinventar a cada nova época. Entre o passado que pulsa nas ruas da primeira capital do Brasil e os desafios urbanos cada vez mais complexos do presente, a tecnologia tem se firmado como uma aliada silenciosa, mas decisiva, da segurança pública.
Para entender um pouco mais como ferramentas de inteligência artificial tem se tornado uma peça estratégica, o BNews conversou com o cel PM André Pereira Borges, da Superintendência de Telecomunicações da Secretaria de Segurança Pública (STELECOM).
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“Utilizamos a tecnologia nas atuações, colocando-a à disposição em eventos que envolvem muita concentração de pessoas, para proporcionar mais segurança e a certeza de que todos estão ali para desfrutar do evento com paz”, afirmou
A cidade também testa, em suas grandes celebrações, ferramentas que ajudam a proteger quem vive e quem visita Salvador. O reconhecimento facial, por exemplo, já se consolidou como um dos símbolos desse avanço, permitindo a localização de pessoas com mandado em aberto a partir da integração entre os bancos de dados da Secretaria da Segurança Pública e o Centro Integrado de Comunicações (Cicom).
“Atualizamos os bancos de dados para usar a inteligência artificial na leitura da face da pessoa e gerar um alerta. Depois disso, a equipe faz o confronto de dados, sempre com segurança jurídica”, explicou o coronel.
O sistema trabalha com um algoritmo capaz de apontar mais de 90% de similaridade entre a imagem captada e a foto cadastrada. Só a partir daí, a cadeia de acionamento acontece,: a comunicação segue por rádio, em um fluxo exclusivo da SSP, até a confirmação em campo, a detenção e a condução à delegacia.
“Depois vem a confirmação dos dados, a detenção, a condução à delegacia e, então, a prisão”, detalhou.
Os testes começaram em 2018. No carnaval de 2019, o sistema teve seu primeiro grande funcionamento pleno, no caso das Muquiranas. Desde então, 5.039 pessoas já foram presas com base nesse protocolo. “Em 2026 já foram mais de 500 feitas só com esse protocolo de IA”, acrescentou.
Para Borges, a tecnologia não substitui a presença humana, mas amplia sua capacidade de resposta.
A tecnologia veio para agregar segurança e efetividade, muitas vezes sem precisar disparar armas
Além do reconhecimento facial, a SSP também monitora o ambiente para identificar concentração excessiva de pessoas e possíveis tumultos.
O Cicom atua como o coração dessa rede, recebendo os sinais do cotidiano e transformando dados em alerta, prevenção e deslocamento rápido do efetivo.
Há ainda o reconhecimento de placas, que ajuda a identificar veículos com restrição ou demandas judiciais. E existe também a dimensão mais sensível desse trabalho: a busca por pessoas desaparecidas.
Segundo o coronel, 41 pessoas já foram encontradas com o apoio da tecnologia.
O sistema reúne câmeras fixas e temporárias, Plataformas de Observação Elevada (POE), uma tipo de van de monitoramento, e 18 centros integrados de comunicação distribuídos pela Bahia, sendo um em Salvador e na Região Metropolitana.
Na cidade que celebra 477 anos, a história é sempre escrita com inovação: na cultura, comida, política e, também, na segurança. E Salvador, com sua vocação para acolher multidões, parece ter encontrado na tecnologia uma forma de proteger seu próprio jeito de fazer festa.
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