Salvador

Salvador apresenta apenas uma praia própria para banho; saiba qual

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Apenas uma praia está própria para banho em Salvador, de acordo com o último Boletim de Balneabilidade  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Devid Santana/ BNews
Leonardo Oliveira

por Leonardo Oliveira

Publicado em 24/01/2026, às 14h20



Apenas uma praia está própria para banho em Salvador, de acordo com o último Boletim de Balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) na última sexta-feira (23). Em análise, que verificou 38 trechos na capital baiana, somente a praia de Cantagalo teve condições adequadas para uso recreativo.

Vários locais estão com águas impróprias, como São Tomé de Paripe, Tubarão, Periperi, Penha, Bogari, Bonfim, Pedra Furada, Boa Viagem, Roma, Marina Contorno, Porto da Barra, Santa Maria, Buracão, Armação, Boca do Rio, Corsário, Patamares, Lagoa de Pituaçu, Piatã, Placafor, Lagoa do Abaeté, Farol de Itapuã e Stella Maris.

Em Amaralina, os pontos considerados inadequados ficam atrás da Escola Cupertino de Lacerda e em frente à Rua do Balneário. Já em Itapuã, os locais afetados estão localizados perto da escada de acesso em frente à Rua Sargento Waldir Xavier e nas proximidades da Sereia de Itapuã. No Flamengo, a restrição atinge áreas em frente às barracas Doce Vida e da Pipa. 

Motivo

A legislação ambiental afirma que a água só é classificada como própria quando, ao menos 80% das amostras coletadas ao longo das cinco semanas anteriores, o índice não ultrapassar 800 unidades de Escherichia coli por 100 ml, uma bactéria que está ligada a infecções urinárias e gastrointestinais. De acordo com o último levantamento, os níveis encontrados em Salvador ultrapassaram esse limite.

O Inema aponta que o aumento da frequência de banhistas nas últimas semanas, impulsionado pela extensão dos feriados de Natal e Ano Novo, agravou o problema. “Esse cenário, aliado à ocorrência de chuvas ocasionais em Salvador e na Região Metropolitana, favoreceu o carreamento de material orgânico para rios, lagoas e para o mar, impactando negativamente a qualidade das águas”, afirma.

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Existe também a possibilidade de que a situação seja mais antiga do que mostra o relatório. Nos meses de junho até o início de novembro do ano passado, o monitoramento da balneabilidade foi interrompido por conta de entraves contratuais, o que pode ter contribuído para ocultar a verdadeira condição das praias nesse período.

Classificação Indicativa: Livre

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