Salvador
O Índice de Gestão Municipal Aquila - IGMA, plataforma de tecnologia e inovação desenvolvida pelo Instituto Aquila, aponta que Salvador possui índices "críticos" nas áreas da saúde e educação e que houve redução das avaliações positivas em outros setores. O levantamento tem como objetivo medir o nível de excelência das cidades brasileiras.
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O IGMA possui seis pilares estruturais: Governança, Eficiência Fiscal e Transparência; Educação; Saúde e Bem-estar; Infraestrutura e Mobilidade Urbana; Sustentabilidade; e Desenvolvimento Socioeconômico e Ordem Pública. Aliado à metodologia 'Cidades Excelentes', também criada pelo Aquila para potencializar a eficiência da gestão pública, ele oferece mecanismos que ajudam na tomada de decisão, na transformação da administração pública e na oferta de serviços com mais qualidade para a população.
Segundo o instituto, a plataforma consolida 72 indicadores, por meio de um algoritmo próprio, a partir de dados públicos, e cada cidade brasileira recebe uma nota, na escala de 0 a 100, conforme o desempenho nos indicadores. O índice é geral ou dividido por pilar e, pela escala, quanto mais próximo de 100 for o índice da cidade, mais excelente ela é. Quanto mais próxima de 0, mais crítica é a situação.
Situação de Salvador
De acordo com a última atualização de dados feita pelo IGMA, em 23 de agosto, com base em dados coletados entre 03/07/2024 e 16/08/2024, Salvador não recebeu nota considerada "excelente" em nenhum dos pilares analisados. Até 50, a situação da cidade é considerada "crítica", entre 50 e 65 ela é tida como "em desenvolvimento", de 65 a 80 "desenvolvida" e acima de 80 é "excelente".
A capital baiana é mais bem avaliada em Governança, Eficiência Fiscal e Transparência (nota 77,68), Infraestrutura e Mobilidade Urbana (nota 77,54) e Sustentabilidade (nota 65,15). As notas são mais baixas nas áreas de Desenvolvimento Socioeconômico e Ordem Pública (nota 55,14), Educação (nota 42,29) e Saúde e Bem-estar (nota 42,10).
No geral, fazendo uma média de todos os pilares, o IGMA da cidade alcançou a nota 59,98 e, no ranking dos 5.568 municípios brasileiros, Salvador está na posição 1.478.
Em relação ao pilar Saúde e Bem-estar, o índice avalia os seguintes indicadores:
Já na Educação, são analisados:
O Índice de Gestão Municipal Aquila - IGMA também apresenta um comparativo dos últimos quatro anos, mostrando como as notas de cada pilar variaram entre 2020 e 2023.
Durante os três primeiros anos do governo Bruno Reis (União), 2021, 2022 e 2023, com exceção das áreas de Governança, Eficiência Fiscal e Transparência e Sustentabilidade, que tiveram suas pontuações aumentadas, com destaque para a última que subiu quase 10 pontos, todas as demais tiveram os índices reduzidos em relação a 2020, quando a cidade ainda era gerida por ACM Neto (União).
As quedas mais significativas foram registradas em Saúde e Bem-estar (diminuição de 7,39 pontos), Infraestrutura e Mobilidade Urbana (menos 3,31 pontos) e em Educação (redução de 2,95 pontos).
Com isso, na comparação com 2020, também houve redução da nota geral.
Entre as nove capitais do Nordeste, Salvador está na sexta posição, na frente apenas de Maceió, Natal e São Luis.
Outro lado
Procurada pelo BNews, a Prefeitura de Salvador afirmou que promoveu investimentos considerados "históricos" nas áreas da saúde e educação nos últimos anos, "que resultaram em avanços significativos na qualidade dos serviços oferecidos à população". Na educação, de acordo com o município, o orçamento para este ano é de R$ 2,7 bilhões, o maior da história. Já na saúde, a capital baiana tem quase 70% de cobertura da atenção básica e deve chegar a 75% quando as novas equipes forem homologadas pelo Ministério da Saúde.
"A gestão ainda intensificou os esforços para reduzir o déficit de aprendizagem consequente da pandemia. A prefeitura lançou o programa Aprender+, com aulas aos sábados, especificamente para estas crianças. Além disso, o município contratou 700 estagiários de pedagogia, português e matemática que estão auxiliando os professores em sala de aula a identificarem quais são as deficiências de cada aluno. A ideia é que eles desenvolvam atividades complementares específicas a fim de reduzir esse déficit de aprendizado", diz a prefeitura, em nota.
A gestão municipal ainda apontou que, de acordo com o último IDEB, a rede municipal de Salvador registrou melhora na aprendizagem de português e matemática nos anos iniciais do ensino fundamental e ganhou uma posição entre as capitais nos anos finais. A nota de 4,5, no entanto, ficou distante da meta de 4,7 projetada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
"Na saúde, os avanços também foram históricos. A capital baiana saiu de apenas uma UPA em 2013 para 12 neste ano. A cobertura da atenção básica naquele ano era de apenas de 18% e agora é de quase 70%, número que deve aumentar quando as novas equipes forem homologadas pelo Ministério da Saúde", reforçou a prefeitura.
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