Salvador
A insatisfação dos professores da rede municipal de Salvador resultou em uma nova paralisação das atividades nesta quarta-feira (10). A categoria se reúne em frente à sede da Prefeitura para cobrar o cumprimento de compromissos assumidos pela gestão municipal após a greve da categoria, suspensa no ano passado.
Segundo a APLB-Sindicato, o acordo que possibilitou a suspensão do movimento foi assinado pelo prefeito Bruno Reis, mas diversos pontos previstos no documento ainda não teriam sido colocados em prática.
Entre as reivindicações estão a retomada gradual de uma gratificação retirada dos professores, melhorias na infraestrutura e na climatização das escolas, pagamento de valores retroativos referentes à mudança de nível de servidores, além da liberação de aposentadorias e licenças-prêmio que seguem pendentes.
Em entrevista ao BNews, a coordenadora em exercício da APLB-Sindicato, Marilene Betros, afirmou que a paralisação foi motivada pelo descumprimento de itens considerados centrais para a categoria.
"Nós não queríamos paralisar. A greve não finalizou, foi suspensa e estamos em alerta. Assinamos um acordo para que a greve fosse suspensa e, até hoje, pontos importantes não foram cumpridos", destacou.
De acordo com ela, um dos principais pontos de cobrança é a recuperação de uma gratificação que, segundo o sindicato, foi retirada dos professores para complementar o pagamento do piso salarial da categoria. Marilene afirma que havia o compromisso de discutir a recomposição gradual desses valores ao longo dos próximos anos, mas a proposta ainda não foi apresentada pela Prefeitura.
Outro ponto citado pela coordenadora é a regulamentação da chamada licença-prêmio em pecúnia, conquista obtida durante as negociações da greve. A medida permitiria que professores aptos a usufruir da licença fossem remunerados para continuar em atividade quando não houvesse substitutos disponíveis.
A infraestrutura precária das unidades de ensino também está entre as reclamações. Segundo a APLB, muitas escolas ainda enfrentam problemas estruturais e de climatização, situação que afeta as condições de ensino e aprendizagem.
"Nós queremos que a Secretaria Municipal da Educação sente para discutir e que a categoria sinta que o acordo está sendo respeitado", disse Marilene.
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