Salvador
por Bernardo Rego
Publicado em 31/12/2025, às 17h27
Após a morte da líder do Ilê Iyá Omi Axé Iyamasé, Terreiro do Gantois, Mãe Carmen, aos 98 anos, em Salvador, que aconteceu na última sexta-feira (26), a casa religiosa decretou o período de luto onde os integrantes vão se dedicar aos rituais fúnebres, conhecido como axexê que pode durar até 7 dias.
Em nota publicada nas redes sociais a Associação de São Jorge Egbé Oxóssi – ASJEO disse que esse momento é sagrado para o candomblé onde há um recolhimento, silêncio em respeito à morte da Iyálorixá.
"Este é um tempo sagrado, marcado pelo recolhimento, pelo silêncio respeitoso e pela vivência íntima dos ritos que asseguram a passagem digna de nossa Iyálorixá ao Òrun, em consonância com os preceitos civilizatórios das religiões de matriz africana", diz a nota.
"Nesse sentido, a ASJEO reforça que não concorda, não autoriza e repudia qualquer uso indevido de imagens, vídeos, áudios, narrativas, entrevistas, registros ou exposições públicas, em quaisquer meios de comunicação, redes sociais ou plataformas digitais, sem prévio conhecimento, consentimento e autorização formal da Associação", acrescentou a nota.
O terreiro complementou ainda que o luto não é espetáculo e o axexê não é conteúdo. "A memória de uma Iyálorixá não é instrumento de autopromoção", diz a nota.
"Diante disso, a ASJEO torna público seu desagravo institucional frente a iniciativas individuais ou coletivas que, desrespeitando este momento sagrado, utilizem a dor, o rito e a ancestralidade para fins de visibilidade pessoal, midiática ou institucional", complementou a nota.
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