Salvador

VÍDEO: Mãe de Isabella Nardoni presta solidariedade à fonoaudióloga baiana cuja filha teria sido vítima de suposta violência sexual

Reprodução/Redes Sociais
Fonoaudióloga baiana denunciou ex-marido por violência sexual contra filha de 3 anos  |   Bnews - Divulgação Reprodução/Redes Sociais

Publicado em 09/08/2024, às 07h21   Cadastrado por Marco Dias



A mãe de Isabella Nardoni, Ana Carolina Oliveira, publicou um vídeo declarando apoio à fonoaudióloga baiana Tamires Reis, que em julho deste ano, usou as redes sociais para acusar o ex-marido de violência física e sexual contra ela e também contra a filha deles, uma menina de três anos. A informação é do portal G1. 

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O que a Justiça está esperando? Vocês terem um corpo? Um cadáver? Para que aí vocês possam analisar e não fazer nada com a pessoa?", perguntou a mãe de Nardoni no vídeo. 

Na publicação em apoio a fonoaudióloga, ela intercalou comentários com trechos do vídeo feito pela baiana. 

Esse relato me deixou assustada! É lamentável nos depararmos com esse tipo de caso e saber que a justiça não está sendo feita. Algo precisa ser feito urgentemente!", escreveu Ana Carolina na legenda da publicação. 

Sobre o caso: 

Tamires Reis tornou o caso público em julho deste ano, após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) pedir o arquivamento do caso por suposta falta de provas. O homem já havia sido indiciado por estupro de vulnerável pela Polícia Civil. 

A fonoaudióloga afirma que começou a desconfiar dos abusos quando se separou de Paulo Roberto Santos, dono de uma academia de tênis em Salvador. Na época, a criança tinha 1 ano e 6 meses.

Segundo a mãe, a filha passava cerca de três dias por semana na casa do pai, sempre demonstrando forte sofrimento com os encontros. 

Tamires relata que a filha passou a voltar da casa do pai com marcas roxas pelo corpo até que, em julho de 2022, notou uma vermelhidão nas partes íntimas. De acordo com ela, nessas ocasiões, a filha bloqueava qualquer contato, prejudicando até a troca de fralda e higienização.

A fonoaudióloga prestou queixa na Delegacia Especial de Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (Dercca), registrou o caso no Instituto Médico Legal, Conselho Tutelar, entre outros órgãos. A Justiça, então, concedeu medida protetiva a ela, mas não à criança.

Ao expor agressões contra a filha, a fonoaudióloga lembra que ela própria viveu uma relação abusiva com Santos. Os dois passaram quase 10 anos juntos. Entre os episódios, a mulher destaca:

  • um tapa no rosto no momento que amamentava a então bebê;
  • um estupro sete dias após dar à luz a menina.

Procurada pela reportagem do G1, a Polícia Civil informou que houve reconsideração do arquivamento. Agora, a delegacia especializada cumpre os requisitos e diligências solicitadas pelo MP-BA. 

O MP-BA informou que acompanha o cumprimento das diligências requeridas pela Delegacia de Polícia em julho e, quando forem concluídas, o inquérito policial deverá ser encaminhado ao MP, que avaliará as medidas cabíveis.

Defesa do pai: 

O pai da criança, Paulo Roberto Santos, nega as acusações. Procurado pelo G1, seu advogado, Adriano Argones, afirmou que ainda não foi notificado pelo MP-BA sobre a retomada das investigações, e que a "Promoção de Arquivamento está muito bem fundamentada e se justifica na ausência de qualquer indício de materialidade e autoria dos fatos denunciados". 

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