Salvador

O relato emocionante da voluntária de Divaldo Franco: "Me ensinou a viver"

Devid Santana | BNews
Voluntária Dilma Corrêa compartilha histórias emocionantes sobre sua convivência com o médium Divaldo Franco  |   Bnews - Divulgação Devid Santana | BNews

Publicado em 14/05/2025, às 16h42 - Atualizado às 16h43   Yuri Pastori e Maurício Viana



Durante o velório do médium Divaldo Franco em Salvador, a voluntária Dilma Corrêa contou ao BNews sobre como era a convivência com o líder espírita e os trabalhos que realizou ao colaborar com a obra da Mansão do Caminho.

“Vim muito jovem pra aqui e tomei conta de cinco crianças órfãs. Por eu ser muito nova, não tinha experiência e ele me entregou as crianças. Eu fazia o possível, mas de vez em quando eu precisava ir perguntar, falar, e ele auxiliava muita gente, as tias todas, não era só comigo não, porque já houve cento e tantas crianças internas e eu tomei conta de cinco. Depois entraram mais duas, porque iam ficando adultos, querendo se emancipar, e saíram. E na vaga ele colocava outros menores”, conta.

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60 anos de trabalho ao lado de Divaldo Franco

Dona Dilma atua há cerca de 60 anos na obra realizada na Mansão do Caminho e afirmou que começou a trabalhar lá “bem jovem, hoje tenho noventa (anos). Acho que ainda não tinha trinta anos, não”.

A experiência como voluntária no local transformou a vida de Dilma, que também relatou como se aproximou do espiritismo.

“Foi muito boa, foi uma experiência espetacular. Sabe que eu era a filha única dentro de casa com dois irmãos. Pai, mãe, você sabe, uma menina só era bem marcada, né? Mas de uma hora pra outra eu assisti a Divaldo uma vez e fiquei impressionada. Eu sou professora de Biologia e ele dava aula assim. E eu falei assim, mas como é que um homem desse só teve o (ensino) normal em Feira de Santana e fala tudo isso, falava de paleontologia, falava de todas as ciências, e eu virei para meu irmão e disse assim, como é que ele sabe isso tudo se ele tem um curso que não fez vestibular, não cursou faculdades. Aí foi que meu irmão me explicou, o mais velho, que já desencarnou, aí ele me explicou por que fazer assim, depois que eu tinha muito medo do Espiritismo. Eu pensava que era assim candomblé, macumba, aí ficava com medo, porque desde pequena eu via espírito, então quando eu cheguei aí tinha medo, antigamente eu tinha medo, desde de novo eu estava na escola primária”, explica.

Os medos que Dona Dilma sentia passaram com o tempo e a convivência com Divaldo, já que “depois que eu estudei, Livro dos Espíritos, Livro dos Médiuns, a Gênese, o Céu e o Inferno, o Evangelho de Deus, espiritismo, tem que ler pra poder conscientizar”.

Uma vida de aprendizado com Divaldo Franco

Dona Dilma também relembra momentos em que ao lado de outros voluntários vivenciou grandes experiências proporcionadas pelo médium.

“A mente (dele) na hora das dificuldades e na hora das boas, porque ele era uma pessoa assim, que aproveitava todos os momentos para transmitir para a gente conhecimento, falar sobre a religião, sobre os Espíritos, a interferência dos Espíritos no nosso trabalho. Eu fiquei muito emocionada, como até hoje, por isso que eu choro, porque ele colocou dentro de, não só em mim, mas de todas as pessoas, todas as tias que trabalharam aí na Mansão do Caminho, ele colocou muita coisa boa, bom ânimo, ensinou a viver”, afirma. 

“Aproveitei muito o tempo. Das reuniões, que ele levantava a mão para o céu e chegava com rosas vermelhas e jogava no colo da gente que estava na reunião, do plano espiritual ou materialização, né?”, recorda.

“Assisti também ele dar assistência a um senhor do Rio de Janeiro, que já é desencarnado, o senhor estava aí na mansão passando uns dias com ele, quando ele passou muito mal de noite a visita, né? Ele foi ver, estava com a esposa, e ele foi dar um passe no senhor que passou mal de noite. Quando eu vi, ele tirou o lenço do bolso do senhor, botou nos peitos, ele levantou a mão para o céu, quando voltava com as mãos cheias de um medicamento parecendo mel de cana assim, e passava, dava massagem aqui nos peitos do Senhor, ainda viveu muitos anos. Então, isso me marcou bastante, porque eu acreditava nos espíritos”, completa.

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