Salvador

Yacht Clube da Bahia esclarece contas após suposto resultado negativo de R$ 9 milhões e renúncia de conselheiro: 'Patrimônio está preservado'

Divulgação / Yacht Clube da Bahia
Em comunicado aos associados, Yatch Clube da Bahia afirma manter compromissos em dia e explica uso de receitas não operacionais  |   Bnews - Divulgação Divulgação / Yacht Clube da Bahia
Redação BNews

por Redação BNews

redacao@bnews.com.br

Publicado em 16/09/2026, às 07h06



O Yacht Clube da Bahia, localizado no bairro da Barra, em Salvador, se manifestou pela primeira vez sobre os questionamentos envolvendo a situação financeira da instituição e a renúncia de um dos conselheiros mais antigos do clube. Em comunicado encaminhado aos associados e obtido pelo BNews, a diretoria afirmou que mantém uma gestão financeira estruturada, com os compromissos em dia e o patrimônio preservado.

O posicionamento ocorre após a divulgação de um suposto resultado operacional negativo de aproximadamente R$ 9 milhões no exercício 2026/2027 e da saída de Mário de Paula Guimarães Gordilho, integrante do Conselho e da Câmara de Finanças há mais de 45 anos.

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Segundo o Yacht, parte das informações divulgadas está relacionada a uma divergência sobre critérios de gestão orçamentária, tema que teria sido discutido e decidido pelo Conselho Deliberativo dentro de suas atribuições.

A respeito das mensalidades, a diretoria explicou que não houve reajuste no exercício anterior. Para o novo período, a Comodoria havia proposto um aumento de 10,29%, mas, após análise e discussão, o Conselho Deliberativo aprovou um reajuste de 4,41%.

De acordo com o comunicado, para compensar a diferença entre os percentuais, foi aprovada a utilização de parte das receitas classificadas gerencialmente como não operacionais. O clube afirma que não existe vedação estatutária ou regimental para esse tipo de utilização.

Diretoria esclarece situação financeira

A diretoria do Yatch Clube da Bahia também se manifestou sobre o impacto no resultado contábil e afirmou que parte dele decorre da adoção, pela atual gestão, de critérios considerados mais cautelosos e conservadores na avaliação e no provisionamento de processos judiciais.

Segundo a diretoria, os valores correspondem a estimativas contábeis de possíveis obrigações e não representam necessariamente um desembolso financeiro imediato. O clube acrescentou que, caso os riscos não se concretizem ou decisões judiciais sejam favoráveis à instituição, as provisões poderão ser revertidas.

O comunicado também destacou que as contas referentes ao exercício 2025/2026 ainda estão em processo de apreciação e aprovação. A previsão é de que a deliberação ocorra na próxima reunião do Conselho Deliberativo.

Renúncia

Mário Gordilho comunicou sua saída em uma carta enviada ao presidente do Conselho Deliberativo, Mauricio Stern. No documento, ele afirmou que não concordava com decisões recentes relacionadas à gestão financeira e disse estar "constrangido e triste" com a situação.

O ex-conselheiro também manifestou preocupação com os rumos financeiros do Yacht e afirmou que a manutenção das decisões poderia agravar o cenário. Gordilho acumulava mais de quarenta anos como integrante do Conselho e da Câmara de Finanças.

Leia o comunicado completo:

"Caros[as] Associados[as],

Diante de informações recentemente divulgadas sobre a situação financeira do Yacht Clube da Bahia, consideramos importante prestar alguns esclarecimentos.

O Yacht mantém uma gestão financeira estruturada, com seus compromissos rigorosamente em dia e patrimônio preservado.

As informações divulgadas decorrem, em parte, de uma divergência sobre critérios de gestão orçamentária, debatida e decidida democraticamente pelo Conselho Deliberativo, dentro de suas atribuições.

No exercício anterior, diante da posição financeira do Clube, não houve reajuste das mensalidades. Para o novo exercício, a Comodoria propôs reajuste de 10,29%. Após análise e discussão, o Conselho Deliberativo aprovou reajuste de 4,41%, optando pela utilização de parte das receitas classificadas gerencialmente como não operacionais para absorver a diferença. Não há vedação estatutária ou regimental para essa utilização.

Cabe esclarecer também que parte do impacto no resultado contábil decorre da adoção, por iniciativa da atual gestão, de critérios mais cautelosos e conservadores na avaliação e no provisionamento de processos judiciais. Esses valores representam estimativas contábeis de possíveis obrigações e não significam, necessariamente, desembolso financeiro. Caso os riscos não se concretizem ou as decisões sejam favoráveis ao Clube, essas provisões poderão ser revertidas.

Importante destacar que as contas referentes ao exercício 2025/2026 ainda se encontram em processo de apreciação e aprovação, estando prevista sua deliberação na próxima reunião do Conselho Deliberativo.

O Yacht segue conduzindo sua gestão com responsabilidade, transparência, cautela e respeito às decisões dos seus órgãos de governança."

Classificação Indicativa: Livre

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