Saúde
Publicado em 18/04/2018, às 17h35 Redação BNews
Após o Hospital Alayde Costa (HAC) fechar as portas na última segunda-feira (16) depois que teve o contrato rescindido pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), a pasta esclareceu que a unidade privada não vinha cumprindo as metas estabelecidas no contrato com o Governo do Estado que contemplava 20 leitos de terapia intensiva e 60 de enfermaria. Ainda de acordo com a secretaria, havia inconformidades estruturais que impediam o atendimento adequado aos pacientes.
A Sesab acrescentou que, dentre os itens apontados nas fiscalizações feitas por técnicos da secretaria, destaca-se a necessidade de substituição de colchões rasgados, piso e mobiliários, pintura, infiltrações na UTI e enfermarias, adequação do serviço de nutrição e sala de pequenos procedimentos, conserto de ar condicionado, dentre outros.
Além disso, a Sesab afirmou que a greve deflagrada pelos funcionários e posteriormente dos médicos, restringiu o atendimento na unidade e ressaltou que o Governo do Estado realizava pagamentos regulares e consecutivos, tendo o gestor da unidade o prazo de até 120 dias para adequar a unidade, o que não foi realizado. Assim, segundo a Sesab, a única alternativa foi rescindir o contrato com o hospital.
Já a direção do Hospital Alayde Costa, informou que foi surpreendida pela rescisão do contrato firmado através de Termo de Adesão por parte da Sesab e afirmou que todas as evidências do cumprimento do TAC firmado com Estado foram apresentadas para reverter esta decisão.
Em nota enviada ao BNews, o HAC explicou que, em cumprimento legal à determinação recebida do Governo, o hospital foi obrigado a emitir o aviso prévio dos colaboradores e procedeu a transferência dos pacientes para outras unidades hospitalares, tendo em vista o prazo final de encerramento de contrato previsto para 04/05/2018.
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