Saúde

Vôos prolongados necessitam de cuidados respiratórios especiais; especialistas dão dicas

Divulgação
Orientação ajuda a evitar problemas decorrentes da queda de oxigenação sanguínea em elevadas altitudes  |   Bnews - Divulgação Divulgação

Publicado em 20/06/2019, às 11h01   Redação BNews



A queda da oxigenação sanguínea em grandes altitudes durante vôos prolongados pode representar riscos a pacientes pneumopatas ou que se submeteram a procedimentos cirúrgicos pulmonares. No entanto, passageiros livres de patologias também precisam estar atentos a dicas para evitar complicações, tanto pela menor mobilidade durante vôos acima de seis horas, o que aumenta o risco de tromboembolismo venoso (TEV), quanto pela menor concentração de oxigênio no sangue, causando tonturas, náuseas e vômitos.

O alerta é da pneumologista do Hospital Cárdio Pulmonar, Larissa Sadigursky. A especialista diz que pessoas com antecedentes de asma, bronquite crônica, enfisema e doenças císticas pulmonares, sobretudo os que necessitam de oxigenioterapia domiciliar prolongada, devem passar por criteriosa avaliação do médico assistente antes de vôos de longa distância. “Normalmente, nos casos de pacientes submetidos a cirurgias pulmonares, a liberação para embarque só ocorre após sete dias do procedimento e após minuciosa avaliação médica”, explica.

Siga o BNews no Google e receba as principais notícias no seu celular

Google News Bnews

Entre os exames recomendados para afastar possíveis riscos de complicações estão “a avaliação da função respiratória, através de testes de caminhada, da oximetria não invasiva e de exames para aferição da capacidade respiratória, que são considerados fundamentais para que o paciente viaje com segurança”.

O professor da Escola Baiana de Medicina e Saúde Pública (EBMSP), o pneumologista Aquiles Camelier, Doutor em Medicina pela Universidade Federal de São Paulo, deu aula sobre o assunto em fórum promovido pelo HCP. “A cabine do avião é um ambiente com menos oxigênio do que o ar que a gente respira normalmente. O ar também é mais seco. Esses dois fatores dificultam a respiração e podem agravar doenças pré-existentes, principalmente as pulmonares crônicas como asma, DPOC e outras condições respiratórias”, enumera Doutor Aquiles.

“Se a pessoa está com alguma doença contagiosa e infecciosa, como gripe, pneumonia e tuberculose, não pode viajar porque tem o risco de contaminar outras pessoas. E os obesos devem lembrar de se movimentar durante o vôo, pois o pouco espaço entre as poltronas contribui para a imobilidade que pode causar trombose nas pernas. A esses pacientes recomenda-se o uso de meias elásticas”, orienta.

Perda de consciência

A queda da oxigenação sanguínea em viagens de avião pode causar tonturas, náuseas, perda de consciência. Já a redução da mobilidade, principalmente em vôos noturnos e após ingesta de bebida alcóolica, aumentam o risco de trombose na perna e até de embolia pulmonar.

“Avaliação adequada da oxigenação sanguínea, com testes que simulam grandes altitudes, ou a realização de testes de caminhada servem para triar pacientes que apresentam maior risco de redução da oxigenação sanguínea a níveis considerados críticos e que necessitam, portanto, de oxigênio contínuo durante o vôo”, diz a pneumologista.

Algumas dicas simples também são recomendadas para todos os passageiros de vôos considerados longos. “É importante fazer constantes movimentos com os pés para bombear o sangue dos membros inferiores, caminhar durante a viagem e ingerir água, evitando a desidratação. Além disso, deve-se dar preferência a vôos diurnos e evitar ingesta de bebida alcoólica”, orienta Larissa Sadigursky.

“Para pacientes selecionados, que devem ser submetidos a criteriosa avaliação médica por conta de comorbidades apresentadas, recomenda-se o uso de meias compressivas e até mesmo de anticoagulante profiláticos, minimizando o risco de complicações pulmonares durante o vôo”, completa.

Classificação Indicativa: Livre

Facebook Twitter WhatsApp

Tags

Cadastre-se na Newsletter do Bnews (Beta)