No primeiro verão em que vírus tipo 4 da dengue circulará por toda a Bahia, é preciso estar atento ao risco iminente de epidemia durante a estação. A presença do novo sorotipo do microorganismo no Estado é sinal de alerta tanto para a população, que ainda não está imune à variante, quanto para as autoridades da Saúde, que já registraram este ano 132 casos de contaminação só em Salvador.
De acordo com a coordenadora do Programa de Controle da Dengue do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, Eliaci Couto, o novo vírus surgiu em Salvador no mês de fevereiro, no período de festas, pode gerar uma epidemia.
O número de casos, contabilizados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Divep), contempla desde os primeiros registrados no mês de março até os dias de hoje. Ao número da capital, somam-se seis casos em Feira de Santana, um caso em Guanambi, um em Lauro de Freitas e outro no município de Wanderlei (a 740 quilômetros da capital), totalizando 141 ocorrências.
Imunidade - Quem já teve dengue causada por um tipo específico de vírus não vai ser infectado novamente pelo mesmo tipo de microorganismo. Para que a pessoa contraia a doença mais de uma vez é necessário que haja infecção por outra variação do sorotipo.
Existem quatro tipos do vírus da dengue e todas elas, uma vez no organismo humano, causam os mesmos sintomas: febre alta, dor de cabeça e atrás dos olhos, dores nas costas e articulações, cansaço extremo, náuseas, perda do apetite, além de manchas avermelhadas pelo corpo.
Os casos de dengue tipo 4 não se restringem à Bahia. Em Minas Gerais, o primeiro registro foi confirmado no mês de setembro. O primeiro caso do sudeste, entretanto, ocorreu em Niterói (RJ), no mês de março. Até o início do mês de dezembro, a cidade já havia registrado 11 contaminações. Goiás confirmou o primeiro caso em novembro.