Saúde

Médico psiquiatra fala sobre os transtornos mentais potencializados pela pandemia

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Durante a entrevista Silveira citou alguns dos sintomas mais frequentes da depressão

Publicado em 12/04/2021, às 20h23    Reprodução/Instagram    Redação BNews

O BNews Agora, da Piatã FM, entrevistou na noite deste segunda-feira (12) o médico psiquiatra Cássio Silveira. Durante o programa, o especialista falou sobre de que forma a pandemia serviu para potencializar ainda mais os transtornos mentais, e de que forma ajudar um paciente com sinais depressivos.

“A gente percebe que nesse momento existe um aumento na procura de pessoas que buscam atendimento por conta de sintomas depressivos, mas nem toda a tristeza é sinal de depressão. A depressão é quando há uma tristeza persistente, quando a pessoa deixa de fazer coisa que ela fazia antes por conta disso”, disse.

Durante a entrevista Silveira citou alguns dos sintomas mais frequentes da depressão. “Depressão é o transtorno do humor, é uma tristeza na maior parte do tempo, a perda do interesse, do apetite, do sono, da diminuição do prazer, são uma série de sintomas que valem a pena ser investigado por um profissional”, ressaltou. 

Ainda de acordo com o especialista, é importante também filtrar a quantidade de informações que consumimos durante o dia, sobretudo com relação à pandemia. “Não quero dizer que ninguém precisa saber o que está acontecendo ao seu redor, tem pessoas que passam o dia inteiro alternando entre TV e celular. Escolha um jornal de sua confiança, mas não precisa ficar o dia todo nesse ciclo, a gente pode tentar ter atividades ao longo do nosso dia para se conectar com o hoje, atividades de meditação, yoga, exercícios de respiração, tudo dentro do nosso limite, dentro de nossa responsabilidade”. 

E como ajudar uma pessoa com sinais de depressão? De acordo com o médico, é preciso antes de tudo, ser um bom ouvinte. “Ouvir com o coração, pra aquela pessoa estar falando como ela se sente, ela elabora as palavras, se conecta com o pensamento, só o fato de ela parar e falar e ver que tem outra pessoa interessada já ajuda bastante, e em casos mais graves estimule a procurar uma ajuda profissional”.

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