Saúde

Enfermeiros lutam por jornada de 30 horas semanais

Imagem Enfermeiros lutam por jornada de 30 horas semanais
Aladilce destacou a importância da aprovação do projeto de lei para os profissionais  |   Bnews - Divulgação

Publicado em 25/05/2012, às 14h46   Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)



Em homenagem ao Dia do Enfermeiro, comemorado em 12 de maio, uma sessão especial, realizada nesta sexta-feira (25), no Salão Nobre da Câmara Municipal, debateu dois projetos de interesse dos profissionais de saúde em tramitação na Câmara Federal. Um dos projetos institui jornada de trabalho de 30 horas semanais para os enfermeiros (PL 2295/2000) e o outro estabelece um piso salarial para a profissão (PL 2573/2011). A aprovação das matérias foi destacada pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), propositora do encontro, como “imprescindível para os enfermeiros”.


Para a vereadora, que é enfermeira por formação, a atual carga horária, de 44 horas por semana, é muito sacrificante para os profissionais. “Prejudica, principalmente, a assistência aos pacientes. Os trabalhadores já possuem rotinas duras, dobram plantões e isso influencia na qualidade de vida dos trabalhadores. É de extrema importância a aprovação deste projeto”, declarou Aladilce Souza.

Também participaram do debate a deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA); a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano; a representante do Conselho Regional de Enfermagem, Maria José Cova; e a representante do Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia, Lúcia Duque.

Pesquisa OMS

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A presidente da FNE lembrou a pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo mostra que, após seis horas em exercício, o trabalhador perde concentração. “Imagine os enfermeiros, categoria em que a grande maioria possui dois trabalhos com uma jornada pesada em cada uma das atividades. É perigoso até para o paciente que está sendo atendido”, justifica.

Uma carta compromisso assinada pela presidente Dilma Rousseff, quando ainda era candidata, é usada pela Federação Nacional dos Enfermeiros para persuadir os deputados federais a entrarem em acordo para a apreciação dos projetos. “Eles dizem que vão cumprir o que foi prometido, mas não dão prazos. Pode ser amanhã ou pode ser no último ano de governo. Precisamos dar celeridade a esse processo”, concluiu Solange Caetano.

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