Saúde
Publicado em 25/05/2012, às 14h46 Marivaldo Filho (Twitter: @marivaldofilho)
Para a vereadora, que é enfermeira por formação, a atual carga horária, de 44 horas por semana, é muito sacrificante para os profissionais. “Prejudica, principalmente, a assistência aos pacientes. Os trabalhadores já possuem rotinas duras, dobram plantões e isso influencia na qualidade de vida dos trabalhadores. É de extrema importância a aprovação deste projeto”, declarou Aladilce Souza.
Também participaram do debate a deputada federal Alice Portugal (PCdoB/BA); a presidente da Federação Nacional dos Enfermeiros (FNE), Solange Caetano; a representante do Conselho Regional de Enfermagem, Maria José Cova; e a representante do Sindicato dos Enfermeiros do Estado da Bahia, Lúcia Duque.
Pesquisa OMS
A presidente da FNE lembrou a pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O estudo mostra que, após seis horas em exercício, o trabalhador perde concentração. “Imagine os enfermeiros, categoria em que a grande maioria possui dois trabalhos com uma jornada pesada em cada uma das atividades. É perigoso até para o paciente que está sendo atendido”, justifica.
Uma carta compromisso assinada pela presidente Dilma Rousseff, quando ainda era candidata, é usada pela Federação Nacional dos Enfermeiros para persuadir os deputados federais a entrarem em acordo para a apreciação dos projetos. “Eles dizem que vão cumprir o que foi prometido, mas não dão prazos. Pode ser amanhã ou pode ser no último ano de governo. Precisamos dar celeridade a esse processo”, concluiu Solange Caetano.
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