Saúde
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira (3), o recolhimento imediato de um lote específico da água mineral natural sem gás Crystal, comercializada em embalagens de 500 ml, após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em análises laboratoriais.
A ocorrência chama atenção por envolver a mesma bactéria que recentemente esteve no centro de um amplo processo de recolhimento de produtos da fabricante Ypê. Na ocasião, mais de 100 lotes de detergentes foram retirados do mercado por apresentarem potencial contaminação microbiológica.
A Pseudomonas aeruginosa é considerada um microrganismo oportunista. Em pessoas saudáveis, a exposição geralmente não provoca consequências graves. No entanto, indivíduos com o sistema imunológico comprometido podem desenvolver infecções severas.Entre os grupos mais vulneráveis estão pacientes em tratamento contra o câncer, transplantados, pessoas vivendo com HIV sem controle adequado e indivíduos com outras condições que reduzam as defesas do organismo.
A contaminação foi identificada durante uma coleta de rotina realizada pela Diretoria de Vigilância Sanitária do Distrito Federal (Divisa-DF). A análise e a confirmação da presença da bactéria ficaram a cargo do Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal (Lacen-DF), cujos resultados motivaram a medida cautelar adotada pela Anvisa.
O lote afetado foi produzido em Luziânia (GO) pela Mineração Bom Jesus Ltda., empresa integrante do Sistema Coca-Cola. Ao todo, cerca de 374,4 mil unidades foram distribuídas para o Distrito Federal, Goiás, Tocantins e municípios do interior de São Paulo, incluindo Sorocaba e Itu.
Consumidores que possuam garrafas pertencentes ao lote interditado devem suspender o consumo imediatamente. A orientação é entrar em contato com o serviço de atendimento da empresa pelo telefone 0800 061 5000 ou pelo e-mail contato@brasal.com.br para solicitar a substituição do produto ou o reembolso integral.
Em nota, a fabricante informou que iniciou o recolhimento das unidades assim que foi comunicada pelas autoridades sanitárias e estima que aproximadamente 99,2% das garrafas envolvidas já tenham sido retiradas de circulação.
A empresa destacou ainda que, de acordo com evidências científicas disponíveis, a ingestão da Pseudomonas aeruginosa não é considerada uma via comum de infecção, não havendo, até o momento, indícios de risco significativo para a população em geral decorrente do consumo do produto.
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