Saúde

Anvisa autoriza teste rápido para detecção do hantavírus em 20 minutos

Roedores silvestres são a principal fonte da doença - Ilustrativa/Pixabay
Criado pela Fiocruz e UFRJ, teste rápido deve reduzir letalidade da doença que mata quatro em cada dez pacientes  |   Bnews - Divulgação Roedores silvestres são a principal fonte da doença - Ilustrativa/Pixabay
Lorena Alcantara

por Lorena Alcantara

redacao@bnews.com.br

Publicado em 10/12/2025, às 19h36



A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) validou o registro do novo teste rápido para hantavirose, uma grave infecção transmitida por roedores silvestres. A expectativa é que o vírus seja identificado em 20 minutos e isso contribua para diminuição da taxa de letalidade da hantavirose, que hoje mata quatro em cada dez pacientes infectados.

O exame foi desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz, através de Bio-Manguinhos e do Instituto Oswaldo Cruz, em parceria com o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O registro do TR Hantavírus IgM Bio-Manguinhos foi concedido pela Anvisa, que atestou a eficácia, segurança e qualidade do exame, além de permitir a comercialização do produto. O kit para realização do teste rápido inclui um suporte para coleta de sangue e um frasco com solução reagente.

De acordo com o gerente do Departamento de Desenvolvimento de Reativos para Diagnóstico de Bio-manguinhos, Edmilson Domingos da Silva, a unidade deve ampliar a produção do exame a partir da demanda do Sistema Único de Saúde (SUS).

Segundo o Ministério da Saúde, o hantavírus é uma zoonose viral aguda, que pode chegar a causar síndrome cardiopulmonar. A transmissão, no Brasil, acontece através da inalação de partículas virais presentes na urina, saliva ou fezes de roedores silvestres.

Roedores silvestres são mamíferos roedores que vivem em ambientes como florestas, campos e matas, diferentes dos ratos urbanos (sinantrópicos). Esses animais possuem hábitos noturnos e geralmente se alimentam de sementes, frutas e pequenos invertebrados, sendo os principais reservatórios de doenças como o hantavírus. Apesar da visão limitada, eles têm o olfato, tato e audição bastante desenvolvidos para detectar predadores e alimentos, usando sons agudos e ultrassom para se comunicarem.

Mesmo sendo perigosos para a saúde humana, os roedores silvestres são essenciais para o ecossistema, servindo de alimento para aves, répteis e outros mamíferos carnívoros.

A Fiocruz ressalta que os casos mais frequentes do hantavírus estão associados às atividades agrícolas, desmatamento, preparo do solo e plantio, além do ecoturismo.

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