Saúde
O vibrador, foi por um longo período, um assunto tabu nos debates sobre sexualidade. No entanto, com o tema se tornando mais presente no cotidiano e o aumento da procura por esses dispositivos para melhorar a saúde sexual, especialmente entre as mulheres, a discussão sobre o assunto ganhou mais espaço na sociedade.
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O grande questionamento fica sobre qual idade recomendada para começar a usar vibradores. Apesar de não ter uma idade definida para liberação, a atriz Claudia Raia chamou atenção recentemente ao compartilhar que presenteou sua filha com um, logo quando ela completou 12 anos.
Para aprofundar ainda mais como deve ocorrer a procura e o uso, a a sexóloga e membro da equipe de ginecologia e obstetrícia da rede Mater Dei de Saúde, Adriana Ribeiro, conversou com jornal O Globo e explicou sobre esse fator.
"Com 12 anos, a adolescente acabou de sair da infância, possivelmente menstruou pela primeira vez, mas a sua maturação cerebral não está totalmente formada. Quanto mais precoce ela estimular a região e buscar as sensações de prazer com o vibrador, mais o cérebro será modulado a entender que só com o estímulo intenso e rápido ela alcançará o orgasmo, por exemplo. E quando ela realmente tiver uma relação sexual, ela vai perceber que o estímulo com a parceria é completamente diferente daquele recebido com o objeto sexual", disse Adriana.
Ainda durante entrevista para O Globo, Adriana destaca que é fundamental que o adolescente tenha um período de educação sexual, visando o próprio entendimento e a autodescoberta.
"Uma alusão são os áudios de Whatsapp. Hoje, se escutarmos um áudio na velocidade normal nos dá angústia, porque nosso cérebro foi modulado para termos respostas mais rápidas. O mesmo acontece com o uso do vibrador em idade precoce. A adolescente precisa saber como ela gosta de ser tocada, o que desperta o seu desejo e o seu prazer, precisa ter autoconhecimento corporal para inclusive entender o que é um abuso e conseguir se proteger disso. Todo adolescente é curioso e todos vão sanar suas dúvidas através de literatura, por vídeos ou terceiros, mas essa busca precisa ser uma busca que ela pessoal e individual e no tempo dela e não imposta por outra pessoa", disse a sexóloga.
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