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BNews Novembro Azul: Urologista fala sobre tabus e reitera que toque retal dura apenas 10 segundos

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Urologista falou sobre importâcia do apoio das mulheres para que homens procurem o médico  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Bernardo Rego

por Bernardo Rego

Publicado em 26/11/2025, às 06h00



Durante o mês de novembro, época em que se faz uma campanha voltada ao enfrentamento do câncer de próstata, o cuidado com a saúde masculina ainda é um grande desafio. O homem, em geral, não gosta ou não tem o hábito de fazer um checkup para investigar como está o seu estado geral do ponto de vista clínico.

O Bnews realiza uma série de matérias tratando do tema e dessa vez vamos abordar a importância de se submeter a uma consulta antes dos sintomas mais intensos ou quando já não há mais o que se possa fazer.

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O urologista e chefe do serviço de Urologia do Hospital Mater Dei Salvador, Nilo Jorge Leão, conversou com o Bnews e explicou um pouco a respeito do tabu que ainda existe sobre o homem não ir ao urologista em virtude de não querer ser submetido ao toque retal e abordou a importância das mulheres que incentivam os maridos, amigos e parentes a procurarem um profissional de saúde.

"O ideal é que, a partir dos 45 anos (ou aos 40, se houver histórico familiar de câncer de próstata ou de mama em parentes de primeiro grau), ele procure o urologista anualmente para avaliação clínica e exames preventivos", alertou o especialista.

"Sinais como jato urinário fraco, urgência para urinar, acordar muitas vezes à noite ou sangue na urina merecem investigação e podem indicar problemas benignos ou malignos na próstata . Mas, o mais importante é entender que o câncer de próstata, na maioria das vezes, não dá sintomas iniciais e é por isso que o rastreamento periódico é tão crucial. Essa é uma das doenças que mais mata no mundo e é um inimigo silencioso", acrescentou Nilo Jorge.

Nilo esclareceu ainda que o tabu de ir ao urologista existe, embora tenha diminuído nos últimos anos. O urologista esclareceu que o exame de toque retal é super rápido e pode salvar vidas.

"O tabu infelizmente ainda existe, embora tenha diminuído muito nos últimos anos. Muitos homens ainda resistem por preconceito, desinformação ou simples medo do desconhecido. O toque retal dura menos de 10 segundos, é indolor, e pode salvar vidas ao detectar tumores em fase inicial, quando o tratamento é mais simples e as chances de cura ultrapassam 95%", afirmou.

O médico fez questão de reforçar o papel das mulheres ao incentivarem os homens a procurarem o urologista e, muitas vezes, são elas que marcam as consultas. "Esse apoio familiar tem papel fundamental afinal, cuidar da saúde é também um gesto de responsabilidade com quem se ama", concluiu o médico.

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