Saúde
Somente em 2025, os brasileiros já enfrentaram duas ondas de calor e, nesta segunda-feira (17), uma terceira foi iniciada no país. Os estados mais afetados serão Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Paraná, com previsão de expansão para Goiás e Bahia.
Diante de períodos com altas temperaturas, é fundamental que os cuidados relacionados à hidratação do corpo sejam redobrados, para evitar riscos à saúde. De acordo com o médico da área de Clínica Médica do AmorSaúde, Dr. Igo Rafael Pinheiro Belarmino, um dos perigos do calor excessivo para as pessoas é a maior perda de líquidos, acelerada pela exposição ao sol.
“A sensação de sede pode ser mascarada por estar em ambientes de trabalho com ar-condicionado ou em atividades que exigem concentração”, explicou.
Segundo o profissional, a desidratação deixa sinais, ainda que sutis, como boca seca, fadiga, dor de cabeça, urina mais escura e em menor frequência, pele ressecada, redução da sudorese, além da sensação de sede em si, cuja intensidade depende de cada pessoa e de seu contexto.
Principais riscos
O médico alertou que são inúmeros os riscos à saúde ocasionados pela falta de hidratação do indivíduo. “Quedas na pressão arterial, aumento da frequência cardíaca e dificuldades na regulação da temperatura corporal, o que pode levar a um quadro de exaustão pelo calor”, afirmou.
Em casos mais graves, pode ocorrer confusão mental, tontura e até colapso, o que afeta a capacidade de concentração e o desempenho no trabalho e outras atividades. Em ambientes muito quentes, os riscos são ainda mais acentuados, já que o corpo perde líquidos de maneira mais rápida pelo suor.
Quanto de água devo beber?
Uma dúvida comum é a quantidade de água a ser ingerida diariamente. Esse número exige um cálculo com as medidas individuais, entretanto, não quer dizer que não haja uma média segura para todos.
Belarmino destacou que a recomendação geral é, em cerca, de 2 a 2,5 litros para adultos, podendo haver variação de acordo com idade, peso, nível de atividade física e temperatura do ambiente. “Durante o verão, devido ao aumento da transpiração e à maior perda de líquidos, é importante aumentar essa quantidade. Uma boa prática é consumir de 2,5 a 3 litros de água diariamente, ou até mais, caso se perceba uma maior perda de líquidos devido ao calor ou esforço físico”, pontuou.
Como não se descuidar da hidratação
Incluir a hidratação entre a rotina de trabalho e as demais tarefas é essencial. Um dos objetos “salvadores” é a garrafinha, segundo o médico. Além disso, outras estratégias que funcionam para melhorar os hábitos de beber água envolvem aplicativos, lembretes e alarmes nos celulares ou computador, e adicionar outros líquidos que auxiliem na regularidade da hidratação.
Há também a possibilidade de acrescentar na alimentação frutas e vegetais ricos em água e que ajudam na hidratação, a exemplo de melancia, pepino, laranja e abacaxi. “Evitar bebidas com alto teor de cafeína e álcool também é essencial, pois essas substâncias têm efeito diurético e aumentam a perda de líquidos. Outra prática simples é garantir uma boa ventilação no ambiente de trabalho, evitando que o calor excessivo favoreça a desidratação”, destacou.
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