Saúde
por Mariana Cedrim
Publicado em 28/07/2026, às 21h01
O Ministério da Saúde apresentou, nesta segunda-feira (27), dados sobre a resposta brasileira à infecção e as iniciativas em avaliação para ampliar as opções de prevenção no Sistema Único de Saúde (SUS) e ressaltou a avaliação da incorporação de novas tecnologias de prevenção, incluindo a PrEP injetável de longa duração.
"O Brasil quer incorporar novas tecnologias de prevenção do HIV porque elas podem ampliar as possibilidades de cuidado e oferecer alternativas para pessoas que enfrentam dificuldades de adesão ao uso diário da medicação”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A proposta prevê a administração dessa tecnologia a cada dois meses e foi encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e será analisada em agosto. Outra alternativa de prevenção que está sendo desenvolvida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com instituições privadas, são medicamentos de ação prolongada.
Atualmente o SUS oferece tratamento antirretroviral, acompanhamento clínico, monitoramento laboratorial e atendimento multiprofissional para as pessoas vivendo com HIV. Como método de prevenção estão disponíveis nas unidades de saúde básica e/ou especializadas preservativos, gel lubrificante, PrEP, PEP, testagem rápida e autoteste.
Importância da PrEP
A PrEP é uma estratégia de prevenção do HIV destinada a pessoas que não vivem com o vírus e podem estar expostas a maior risco de infecção. Atualmente, o SUS oferece a PrEP oral, com acompanhamento das equipes de saúde. Desde a incorporação da PrEP oral ao SUS, 356 mil pessoas já iniciaram o uso da profilaxia no Brasil. A escolha da estratégia mais adequada considera as necessidades e condições de cada pessoa.
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