Saúde

Cansaço, culpa e birra: Por que tanta mãe perde a paciência? Especialista explica

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A especialista revela que a impaciência não é um defeito, mas um sinal de que algo precisa de atenção na vida das mães e filhos  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 25/04/2025, às 10h59 - Atualizado às 12h12



Ser mãe é um exercício diário de amor, paciência e aprendizado. No mês de maio, quando se celebra o Dia das Mães, a maternidade ganha ainda mais destaque e convida à reflexão: como lidar com as birras, a culpa e os desafios da disciplina na infância? O que está por trás da impaciência que tantas mulheres enfrentam nesse processo?

A terapeuta parental Gabi Moutinho propõe uma reflexão sensível e urgente sob o olhar da neurociência. Segundo ela, a resposta para muitos desses desafios está, muitas vezes, escondida em dores do passado — que se somam à sobrecarga do presente.

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“É um conjunto de fatores. A mulher chega em casa depois de uma longa jornada, ainda precisa cuidar dos filhos, organizar o dia seguinte. Está exausta, com o corpo tomado por cortisol e adrenalina. Quando perde a paciência, ela se culpa. Mas, na verdade, aquele impulso é reflexo do cansaço e de gatilhos acionados pela história dela”, explica.

Escritora, pós-graduada em Terapia Sistêmica, orientadora parental e especialista em Neurociência, Desenvolvimento e Educação Infantil, Gabi afirma que a impaciência materna não é um defeito de caráter, mas um sinal de que algo está pedindo atenção. “Muitas vezes, a irritação nasce na infância daquela mulher, que ainda carrega marcas de agressões verbais e físicas naturalizadas. Há quem diga que apanhou e é grato por isso. Mas o que isso revela sobre nossas feridas? Por que ainda zombamos da criação respeitosa? São dores ocultas, muitas vezes invisíveis, que se manifestam no ato de educar”, aponta.

Mãe e comunicadora, Gabi utiliza suas redes sociais para compartilhar reflexões práticas sobre a criação dos filhos e as emoções dos adultos. Ao abordar temas como culpa, birra e disciplina, ela promove um acolhimento raro em meio à rigidez que ainda impera na educação parental.

“O que eu trago às mães é explicação. Quando o cérebro entende a origem de um comportamento, a mulher para de se culpar e começa a se autoavaliar. Isso muda tudo”, afirma.

A especialista explica que, muitas vezes, a impaciência é desencadeada por episódios de birra infantil, que acionam gatilhos da infância da própria mãe. “Conscientemente, não era para uma birra tirar alguém do sério. No entanto, na prática, muita gente age por impulso e pela crença de que é possível acabar com esses episódios.”

“A gente não vai fazer a birra acabar, porque ela é um processo neurológico de desenvolvimento infantil. Não é a criança que tem que parar com a birra, mas o adulto que precisa aprender a lidar com ela. Quando uma mãe perde a paciência por causa de uma birra, é porque ela se permitiu entrar no lugar de uma criança”, detalha.

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