Saúde

China suspende compra de carne de frigoríficos brasileiros após identificar substância proibida

Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
A China suspendeu temporariamente a compra de três frigoríficos brasileiros devido a resíduos contrários às normas sanitárias do país  |   Bnews - Divulgação Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Thiago Teixeira

por Thiago Teixeira

thiago.teixeira@bnews.com.br

Publicado em 23/05/2026, às 08h25



A China suspendeu temporariamente a compra de três frigoríficos brasileiros. As unidades interrompidas preventivamente são da JBS, PrimaFoods e Vale Grande Indústria e Comércio de Alimentos, que atende pelo nome fantasia Frialto.

A informação foi divulgada pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec). A entidade informou que a medida foi adotada em função da identificação de resíduos em desacordo com os requisitos sanitários chineses e tem caráter temporário e preventivo. 

A Administração Geral das Alfândegas da China (GACC) alegou que as cargas continham a presença de resíduos de acetato de medroxiprogesterona, um hormônio sintético usado na medicina veterinária para controlar o ciclo reprodutivo de animais. A substância é proibida no país asiático.

Atualmente, 63 frigoríficos brasileiros estão autorizados a exportar carne bovina para a China. O país asiático é o principal destino da proteína nacional. De janeiro ao fim de abril, o Brasil embarcou 612.868 toneladas e respondeu por 56,9% das importações de carne bovina in natura chinesas.

Com esse volume, as exportações brasileiras para a China consumiram 55,4% da cota anual disponível ao país em 2026, segundo dados compilados pela Abiec a partir do Ministério do Comércio da China e da Administração Geral das Alfândegas da China.

De acordo com a associação, o intuito da suspensão é "permitir a rastreabilidade da matéria-prima e a adoção das providências técnicas necessárias pelas empresas envolvidas e pelas autoridades competentes".

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