Saúde

Comerciante intoxicado por metanol é salvo por tratamento com vodca russa

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A sobrinha do comerciante trouxe a vodca de casa, que foi utilizada por médicos  |   Bnews - Divulgação Reprodução

Publicado em 12/10/2025, às 15h48 - Atualizado às 17h31   Dandara Amorim



Um dos casos confirmados de intoxicação por metanol em São Paulo é o do comerciante Cláudio Crespi, de 55 anos, que recebeu alta hospitalar neste domingo (12), após quase duas semanas de internação.

Segundo relatos, ele foi “salvo” por uma garrafa de vodca russa com 40% de teor alcoólico, que estava há cinco meses sendo usada como peça decorativa pela família.

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No dia 26 de setembro, o comerciante passou mal após beber vodca em um bar. No dia seguinte, Cláudio piorou e foi levado às pressas para a UPA da Vila Maria, na Zona Norte. A médica de plantão diagnosticou o paciente como uma suspeita intoxicação por metanol, que foi entubado. 

Mas, o hospital não tinha o antídoto, então a solução foi uma garrafa de vodca russa. A sobrinha do Claudio, Camila Crespi, contou ao G1 que foi buscar a bebida em casa, “estava fechada. Eu e meu marido não bebemos, e a vodca russa estava em casa fechada e pronta para o meu tio usar. Na hora do desespero, a médica pediu um destilado e lembramos que tinha essa em casa”, contou Camila, que tinha ganhado a bebida de uma amiga.

Os médicos usaram a vodca, segundo a sobrinha, por cerca de quatro dias no ambiente controlado do hospital. “Ajudou a estabilizá-lo. A hemodiálise que fez a diferença”, pontua.

A Secretaria Municipal da Saúde da cidade de São Paulo informou ao G1 que, na ocasião, o Centro de Assistência Toxicológica (Ceatox) recomendou a administração de bebida alcoólica por sonda nasogástrica no paciente. “Protocolo reconhecido e utilizado em situações emergenciais com bons resultados clínicos. O procedimento foi acompanhado por um familiar que também é médico. A administração do antídoto (o próprio etanol) deve ser realizada em um equipamento de saúde, para impedir que o corpo transforme o metanol em substâncias tóxicas”, afirmou a pasta, em nota.

Cláudio ficou em estado grave, mas resistiu. Ele tem sequelas após a contaminação, precisou fazer hemodiálise e tem cerca de 10% da visão.

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