Coronavírus

Estudo preliminar diz que é seguro combinar 1ª dose da vacina de Oxford com 2ª dose da Pfizer

[Estudo preliminar diz que é seguro combinar 1ª dose da vacina de Oxford com 2ª dose da Pfizer]
19 de Maio de 2021 às 16:51 Por: Tânia Rêgo/Agência Brasil Por: Redação BNews

Um estudo preliminar realizado na Espanha mostrou que é seguro combinar a 1ª dose da vacina de Oxford com a 2ª dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19. Até esta quarta-feira (19) a pesquisa ainda não havia sido publicada em revista científica.

De acordo com os primeiros resultados, a combinação foi "altamente imunogênica", o que quer dizer que é altamente capaz de induzir o corpo da pessoa vacinada a produzir uma defesa contra o coronavírus. Ainda de acordo com o governo da Espanha, os dados de imunidade celular serão divulgados nos próximos dias.

Segundo reportagem do G1, por se tratar de um ensaio adaptativo, o desenho do estudo permite a possibilidade de inclusão de novos braços – para testar outras combinações de vacinas, por exemplo.

Participam do ensaio cinco hospitais vinculados a institutos de pesquisa em saúde: o Cruces em Vizcaya, La Paz e Hospital Clínico San Carlos, em Madri, e o Vall d'Hebron y Clínic, em Barcelona. O Centro Nacional de Microbiologia, do Instituto de Saúde Carlos III, também em Madri, funciona como laboratório central.

Os testes começaram no dia 17 de abril. No total, 673 pessoas participaram da pesquisa, que foi de fase 2. Na primeira etapa, os cientistas testam a segurança e a eficácia das vacinas em média escala, normalmente com centenas de voluntários. Dos participantes, 441 receberam a vacina da Pfizer; os outros 232 não receberam nenhuma vacina na segunda dose (grupo controle). A média de idade em ambos os grupos foi de 44 anos; 56% dos voluntários eram mulheres.

Ainda de acordo com o governo da Espanha, entre os efeitos colaterais mais comuns estão o desconforto no local da injeção, mas também foram relatados dores de cabeça (44% dos voluntários), mal-estar (41% dos voluntários), calafrios (25% dos voluntários), náusea leve (11% dos voluntários) e tosse leve (7% dos voluntários).

O governo espanhol justificou a importância do estudo porque alguns países europeus – como Noruega e Dinamarca, por exemplo – já recomendaram esquemas de vacinação combinados em pessoas que receberam a primeira dose da vacina de Oxford.
 

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