Saúde
Publicado em 06/09/2024, às 19h43 Gabriela Araújo
Um estudo desenvolvido por cientistas brasileiros indicou a possibilidade de restaurar a memória com a utilização de uma substância que deriva da cetamina, chamada de hidroxinorketamina (HNK). A descoberta traz esperança para o tratamento contra o Alzheimer.
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A substância pode restituir a capacidade de produzir proteínas responsáveis pela comunicação entre os neurônios no cérebro. Elas fazem com que uma pessoa armazene aprendizados, no processo de consolidação da memória. Com a síntese de proteínas, que ocorre no hipocampo, a memória é fixada.
“Se não houver síntese de proteínas, uma pessoa esquece o que aprendeu em até duas horas”, explicou o neurocientista Sergio Ferreira, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro e um dos autores do estudo, encabeçado pelo neurocientista Felipe Ribeiro, da UFRJ.
“Se tiver êxito em seres humanos, e acreditamos que há motivos para otimismo para isso, uma droga a base da HNK poderia fazer com que os pacientes não esquecessem mais coisas básicas, como o nome de parentes e amigos e o endereço da própria casa”, complementou Ferreira.
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