Saúde

Família denuncia morte de homem em UPA dos Barris enquanto aguardava regulação

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Aloísio dos Santos, de 50 anos, faleceu após uma semana internado na UPA  |   Bnews - Divulgação Bnews
Bruna Rocha

por Bruna Rocha

Publicado em 12/09/2025, às 11h00



Familiares denunciam demora na regulação de paciente. Internado há uma semana na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) dos Barris, o porteiro Aloísio dos Santos, de 50 anos, morreu enquanto aguardava transferência para um hospital de maior porte.

Segundo familiares, o porteiro deu entrada na emergência na última quinta-feira (5), após ser encontrado caído no chão em decorrência de um derrame. O laudo médico solicitava a transferência para uma unidade especializada em neurocirurgia e neurologia.

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Além do derrame, Aloísio também sofria de hipertensão arterial e diabetes. A regulação, registrada sob o número 458705, nunca chegou a ser efetivada. O trabalhador faleceu na UPA enquanto aguardava a transferência hospitalar.

O enterro de Aloísio dos Santos ocorrerá na manhã desta sexta-feira, no Bosque da Paz. A família lamenta o ocorrido e destaca que "ninguém nunca morre enquanto permanece no coração de alguém".

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Ao BNews, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informou que realiza o trabalho de atender os pacientes e encaminhá-los para “unidades hospitalares que atendam à necessidade do paciente. A liberação das vagas para esses pacientes é feita pela Central Estadual de Regulação”.

A reportagem também procurou a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em busca de um posicionamento sobre a denúncia dos familiares. A instituição lamentou "profundamente o falecimento de Aloísio dos Santos Matias e se solidariza com seus familiares. Ressaltamos que a solicitação de transferência foi devidamente registrada e estava em acompanhamento pelos médicos da Central Estadual de Regulação, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana", disse a Sesab ao BNews.

A pasta destacou que "o paciente apresentava um quadro neurológico grave, associado a condições crônicas como hipertensão e diabetes, fatores que aumentam significativamente o risco de complicações. Não há elementos que permitam afirmar que o óbito decorreu da ausência de transferência, mas sim da gravidade clínica apresentada".

E concluiu, reforçando que "a Sesab segue trabalhando para ampliar a rede hospitalar, já tendo aberto mais de 3 mil novos leitos de alta complexidade nos últimos três anos, com o objetivo de oferecer uma assistência cada vez mais ágil e resolutiva".

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