Saúde
por Natane Ramos
Publicado em 16/09/2024, às 08h30
Uma pesquisa realizada pelo Instituto Kantar, do Ibope, em 2022, revelou que 20% das mulheres brasileiras sofrem com baixa autoestima. As cobranças sociais relacionadas ao sexo feminino são maiores do que as do masculino, evidenciando as raízes do machismo na construção da autoestima.
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As comparações, seja em relação à aparência ou a ideais frequentemente associados ao feminino, muitas vezes rotulados como "sexo frágil", afetam diretamente a autoestima das mulheres.
Em entrevista ao BNEWS, a psicóloga Cintia Pessoa explicou como essas cobranças impactam o psicológico feminino. "A autoestima é importante para a saúde mental, pois se encarrega da confiança em si, englobando autoavaliação, qualidades, defeitos, habilidades e valor pessoal", declarou.
"Conhecer nossos limites nos ajuda a saber até onde podemos chegar. Respeitar nosso espaço e nosso corpo contribui para manter um equilíbrio na saúde mental, permitindo-nos adquirir novas habilidades, aceitar nossos defeitos e descobrir nosso verdadeiro valor na sociedade e na família, além de nos sentirmos bem conosco mesmas", destacou.
A profissional separou algumas dicas para ajudar na autoestima feminina. Confira:
1 - Não se cobre tanto
Um dos maiores fatores que contribuem para a baixa autoestima é a comparação, seja em relação ao corpo, relacionamentos ou estilo de vida.
"Evite ler revistas de moda, pois elas promovem padrões irreais. Aceite seu corpo ou busque formas viáveis e saudáveis de modificá-lo", salientou a profissional.
2 - Repensar relações
Muitas mulheres estão cercadas por pessoas que não ajudam em sua evolução pessoal, o que pode intensificar questões de autoestima e levar à aceitação da projeção alheia sobre quem elas são.
"A mulher deve entender seu papel nas relações, o que também a ajudará a reconhecer relacionamentos tóxicos, seja em casamentos ou amizades", explicou.
3 - Terapia
Cintia destacou a importância da terapia para o tratamento da autoestima, pois isso impacta diretamente a saúde mental das mulheres. "Podem surgir problemas de autoestima, distúrbios alimentares e preocupações com a imagem devido à pressão social que enfrentamos diariamente. Quando esses padrões irreais se tornam referências, e a mulher não consegue alcançá-los, ela perde a confiança em si mesma. Isso pode resultar em uma busca incessante pela aceitação dos outros, seja da família, no trabalho ou diante do espelho, levando a hábitos prejudiciais à saúde física e mental para se encaixar nesses padrões", comentou.
"Coloque-se em primeiro lugar, acolha-se, faça terapia e dê tempo a si mesma. Fazer terapia é um caminho de crescimento; é um processo que oscila entre força e fragilidade, permitindo que você entenda o que realmente deseja e diferencie seus interesses dos interesses dos outros", finalizou a psicóloga.
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