Saúde
Dados extraídos do Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesab), de dezembro de 2024, mostram que mortalidade fetal e infantil na Bahia está em alta: foram 13,6 mil crianças mortas em 5 anos.
Diante desse quadro, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), criou uma campanha para chamar a sociedade baiana para que ela tenha conhecimento das dificuldades.
O presidente do Cremeb, Otávio Marambaia, destacou que em fiscalizações realizadas recentemente em oito maternidades públicas, o Conselho constatou um cenário com equipes médicas incompletas, além de infraestruturas precárias, como falta de equipamentos e ausência de serviços básicos, como UTIs.
“Os médicos estão fazendo tudo que podem, porém, sozinhos não resolverão esse problema. A Bahia ocupa um lugar vergonhoso no Brasil. Se os dados da Bahia forem retirados da estatística nacional, a mortalidade fetal e infantil melhoraria no país. Nós estamos ceifando vidas antes mesmo que elas se concretizem”.
No período de 2019 a 2023, foram instauradas 1.894 sindicâncias no Conselho, mas apenas 177 (menos de 10%) foram relacionadas a área de obstetrícia e, deste total, 65% foram arquivados por falta de indícios de infração ética.
Dr. Marambaia esclareceu que como os médicos estao na linha de frente, sempre são os responsabilizados pelas mortes no parto - mas destaca que o que falta, de fato, é investimento na saúde pública.
“Em relação ao número de médicos inscritos, essas sindicâncias representam menos de 0,1%. O que nos faz ter a certeza que a maioria dos colegas faz a sua parte, mas, sem os recursos necessários, só fazendo milagre”.
Das 52 (35%) demandas que resultaram em instauração de Processos Éticos-Profissionais no período, em 43 delas os médicos foram julgados e absolvidos por ter restado comprovada a inexistência de infração ética. Os 8 restantes encontram-se em fase de instrução.
Classificação Indicativa: Livre
Baita desconto
Qualidade Stanley
Cupom de lançamento
Imperdível
Super desconto