Saúde

Índice de mortalidade fetal na Bahia surpreende; veja números

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Mortalidade fetal e infantil na Bahia está em alta  |   Bnews - Divulgação Agência Brasil
Redação BNews

por Redação BNews

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Publicado em 01/05/2025, às 06h30



Dados extraídos do Boletim Epidemiológico da Secretaria da Saúde (Sesab), de dezembro de 2024, mostram que mortalidade fetal e infantil na Bahia está em alta: foram 13,6 mil crianças mortas em 5 anos.

Diante desse quadro, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), criou uma campanha para chamar a sociedade baiana para que ela tenha conhecimento das dificuldades. 

O presidente do Cremeb, Otávio Marambaia, destacou que em fiscalizações realizadas recentemente em oito maternidades públicas, o Conselho constatou um cenário com equipes médicas incompletas, além de infraestruturas precárias, como falta de equipamentos e ausência de serviços básicos, como UTIs.

“Os médicos estão fazendo tudo que podem, porém, sozinhos não resolverão esse problema. A Bahia ocupa um lugar vergonhoso no Brasil. Se os dados da Bahia forem retirados da estatística nacional, a mortalidade fetal e infantil melhoraria no país. Nós estamos ceifando vidas antes mesmo que elas se concretizem”.

No período de 2019 a 2023, foram instauradas 1.894 sindicâncias no Conselho, mas apenas 177 (menos de 10%) foram relacionadas a área de obstetrícia e, deste total, 65% foram arquivados por falta de indícios de infração ética.

Dr. Marambaia esclareceu que como os médicos estao na linha de frente, sempre são os responsabilizados pelas mortes no parto - mas destaca que o que falta, de fato, é investimento na saúde pública. 

“Em relação ao número de médicos inscritos, essas sindicâncias representam menos de 0,1%. O que nos faz ter a certeza que a maioria dos colegas faz a sua parte, mas, sem os recursos necessários, só fazendo milagre”.

Das 52 (35%) demandas que resultaram em instauração de Processos Éticos-Profissionais no período, em 43 delas os médicos foram julgados e absolvidos por ter restado comprovada a inexistência de infração ética. Os 8 restantes encontram-se em fase de instrução.

Classificação Indicativa: Livre

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