Saúde

Instituto de Saúde Coletiva da Ufba participa de missão na França para conhecer modelo de analgesia no parto

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Comitiva brasileira visitou centros hospitalares na França para conhecer o modelo de analgesia peridural, prática adotada em 85% dos partos naturais e vista como alternativa para reduzir cesáreas no Brasil  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Redação Bnews

por Redação Bnews

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Publicado em 22/11/2025, às 13h00



O Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC-UFBA) integrou, entre 19 e 24 de outubro, uma missão internacional na França voltada à troca de experiências sobre analgesia no parto normal. O grupo viajou a convite do embaixador francês no Brasil, Emmanuel Lenain, e reuniu secretários de Saúde da Bahia, do Rio de Janeiro e de Fortaleza.

A visita faz parte do Projeto Parto sem Dor, parceria técnico-científica entre ISC-UFBA, Fiocruz, centros hospitalares universitários de Lille e Angers e maternidades brasileiras. O objetivo é conhecer e adaptar ao contexto nacional práticas francesas de analgesia peridural — procedimento utilizado em 85% dos partos naturais na França, o que contribui para manter o país com taxa de cesáreas em torno de 20%, uma das menores do mundo.

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A comitiva brasileira contou com a professora Mônica Neri (ISC-UFBA), Maria do Carmo Leal (Fiocruz), Paulo Barbosa (Bahia), Daniel Soranz (Rio) e Riane Azevedo (Fortaleza). Nos hospitais franceses, o grupo observou rotinas de atendimento, organização do trabalho e protocolos de analgesia, além de apresentar indicadores obstétricos brasileiros e discutir possibilidades de implementação do modelo em serviços públicos.

A delegação também foi recebida pela prefeitura de Angers e participou de reuniões no Ministério da Saúde da França e na Alta Autoridade de Saúde. Em Paris, a Academia de Cirurgia destacou a iniciativa e elogiou o projeto por sua contribuição à redução de desigualdades de gênero e à ampliação de direitos das mulheres.

Segundo Mônica Neri, o Brasil enfrenta “uma epidemia de cesáreas desnecessárias” e a analgesia peridural pode estimular o parto normal. “Estudos mostram que 85% das mulheres desejam cesárea por medo da dor”, afirmou.

O projeto já está em fase de implantação em maternidades do Rio e de Fortaleza. A Secretaria Estadual da Saúde da Bahia (Sesab) negocia a inclusão de unidades baianas.

As etapas seguintes incluem uma audiência pública no Congresso Nacional em dezembro e seminários no Rio, Fortaleza e Salvador, com participação de especialistas franceses.

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