Saúde

Linfoma não Hodgkin: Câncer que matou Netinho tem sintomas silenciosos e já atingiu ex-presidente e outros famosos

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Cantor baiano morreu aos 60 anos após enfrentar um linfoma não Hodgkin, diagnosticado em 2025 e que voltou a se manifestar em 2026; doença tem mais de 20 tipos  |   Bnews - Divulgação Reprodução / Redes Sociais
Tiago Di Araújo

por Tiago Di Araújo

tiago@bnews.com.br

Publicado em 13/10/2026, às 12h17



A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, nesta terça-feira (13), chama atenção para uma doença que pode apresentar diferentes sintomas e evoluir de maneiras distintas: o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. O artista recebeu o diagnóstico em março de 2025 e precisou retomar o tratamento após a doença voltar em 2026.

Intérprete de “Milla”, um dos grandes sucessos da axé music, Netinho estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, desde o fim de setembro. O primeiro diagnóstico ocorreu após o cantor procurar atendimento médico por causa de fortes dores nas pernas, situação que o levou a interromper a agenda de shows para iniciar o tratamento.

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O que é o linfoma não Hodgkin?

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), existem mais de 20 tipos de linfoma não Hodgkin. A doença começa nos linfócitos, células de defesa do organismo, e pode atingir os gânglios linfáticos e outros órgãos e tecidos, como estômago, cérebro, ossos e medula óssea.

A doença pode ser classificada em diferentes subtipos. Entre os mais comuns estão o linfoma difuso de grandes células B, considerado agressivo, e o linfoma folicular, que geralmente apresenta evolução mais lenta.

Embora possa atingir pessoas de diferentes idades, o linfoma não Hodgkin é mais frequente com o avanço da idade. De acordo com o oncologista clínico Cid Buarque de Gusmão, integrante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o aumento dos diagnósticos está relacionado, entre outros fatores, ao envelhecimento da população e à ampliação do acesso aos exames.

Quais são os sintomas?

Os sinais variam conforme o subtipo da doença, a região afetada e o estágio do câncer. Entre os principais sintomas descritos pelo INCA estão:

  • Ínguas ou gânglios aumentados: principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha;
  • Suor noturno intenso: episódios capazes de encharcar roupas e lençóis;
  • Perda de peso sem explicação: emagrecimento significativo sem mudança intencional na alimentação;
  • Cansaço e fraqueza: sensação persistente de falta de energia;
  • Febre sem causa aparente: que pode ser intermitente ou persistente;
  • Coceira na pele: mesmo sem lesões visíveis;
  • Sintomas respiratórios: tosse persistente, falta de ar e dor no peito, dependendo da região atingida;
  • Alterações abdominais: dor, aumento do volume da barriga, náuseas ou mudanças no funcionamento intestinal;

A presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente câncer. No entanto, sintomas persistentes ou sem explicação devem ser avaliados por um profissional de saúde.

Como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos?

A investigação pode envolver avaliação clínica, exames de sangue, exames de imagem e biópsia de um gânglio ou tecido afetado. A análise do material coletado é importante para identificar o subtipo do linfoma e orientar a escolha do tratamento.

As opções terapêuticas dependem do tipo de doença, do estágio, da idade e das condições gerais do paciente. Entre as possibilidades estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e terapia celular CAR-T, indicada em situações específicas.

Outros famosos enfrentaram a doença

Netinho não foi a única personalidade conhecida a receber o diagnóstico. Os atores brasileiros Edson Celulari e Reynaldo Gianecchini, a atriz americana Jane Fonda, o ator neozelandês Sam Neill, a ex-presidente Dilma Rousseff e a autora Gloria Perez também já enfrentaram o linfoma não Hodgkin.

Classificação Indicativa: Livre

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