Saúde
A morte do cantor Netinho, aos 60 anos, nesta terça-feira (13), chama atenção para uma doença que pode apresentar diferentes sintomas e evoluir de maneiras distintas: o linfoma não Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático. O artista recebeu o diagnóstico em março de 2025 e precisou retomar o tratamento após a doença voltar em 2026.
Intérprete de “Milla”, um dos grandes sucessos da axé music, Netinho estava internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, desde o fim de setembro. O primeiro diagnóstico ocorreu após o cantor procurar atendimento médico por causa de fortes dores nas pernas, situação que o levou a interromper a agenda de shows para iniciar o tratamento.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), existem mais de 20 tipos de linfoma não Hodgkin. A doença começa nos linfócitos, células de defesa do organismo, e pode atingir os gânglios linfáticos e outros órgãos e tecidos, como estômago, cérebro, ossos e medula óssea.
A doença pode ser classificada em diferentes subtipos. Entre os mais comuns estão o linfoma difuso de grandes células B, considerado agressivo, e o linfoma folicular, que geralmente apresenta evolução mais lenta.
Embora possa atingir pessoas de diferentes idades, o linfoma não Hodgkin é mais frequente com o avanço da idade. De acordo com o oncologista clínico Cid Buarque de Gusmão, integrante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), o aumento dos diagnósticos está relacionado, entre outros fatores, ao envelhecimento da população e à ampliação do acesso aos exames.
Os sinais variam conforme o subtipo da doença, a região afetada e o estágio do câncer. Entre os principais sintomas descritos pelo INCA estão:
A presença de um ou mais desses sinais não significa necessariamente câncer. No entanto, sintomas persistentes ou sem explicação devem ser avaliados por um profissional de saúde.
A investigação pode envolver avaliação clínica, exames de sangue, exames de imagem e biópsia de um gânglio ou tecido afetado. A análise do material coletado é importante para identificar o subtipo do linfoma e orientar a escolha do tratamento.
As opções terapêuticas dependem do tipo de doença, do estágio, da idade e das condições gerais do paciente. Entre as possibilidades estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e terapia celular CAR-T, indicada em situações específicas.
Netinho não foi a única personalidade conhecida a receber o diagnóstico. Os atores brasileiros Edson Celulari e Reynaldo Gianecchini, a atriz americana Jane Fonda, o ator neozelandês Sam Neill, a ex-presidente Dilma Rousseff e a autora Gloria Perez também já enfrentaram o linfoma não Hodgkin.
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