Saúde
por Gabriel Santana
Publicado em 23/02/2026, às 13h52
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a apreensão de vários medicamentos para tratamentos oncológicos, obesidade e “chips da beleza”, na última sexta-feira (20), por irregularidades.
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As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) e constam nas Resoluções-RE nº 641 e nº 642. De acordo com o Globo, cada um dos quatro produtos apresentaram irregularidades específicas. Confira como cada uma se enquadra na punição da agência reguladora.
Um dos alvos foi o Mounjaro (tirzepatida), medicamento utilizado para diabetes tipo 2 e para perda de peso. A situação acontece após a fabricante, Eli Lilly, informar para a Anvisa que identificou um lote, de código D838838, com características diferentes do medicamento original.
Os produtos apresentavam problemas na rotulagem. O nome e outras informações obrigatórias estavam impressos com baixa qualidade, levemente borrados. Além disso, a data de validade tinha um espaçamento entre o mês e o ano maior do que o padrão usado pela fabricante.
Os produtos são falsificações e, por causa disso, determinou a apreensão e proibição de armazenamento, comercialização, distribuição, fabricação, importação e uso do lote.
O medicamento para tratamento do câncer de mama, Enhertu, também foi alvo de ações. A fabricante, a Daiichi Sankyo, apontou que identificou unidades do lote 416466 com características divergentes dos medicamentos originais.
Os produtos tinham frascos maiores que o padrão, tampas descascadas e uma tampa metálica amarela. As versões originais têm uma tampa plástica. Assim como no caso do Mounjaro, a agência determinou a apreensão e proibiu a comercialização e distribuição do lote.
Em comunicado, a biofarmacêutica dos Estados Unidos AbbVie informou que foram identificadas no mercado unidades do lote C7936C3 com divergências nas datas de fabricação e validade. A Anvisa determinou a apreensão do lote e proibiu a comercialização.
A Resolução-RE nº 642 também proíbe no Brasil inteiro, a comercialização, manipulação, propaganda e o uso de implantes contendo o hormônio Nesterone, conhecidos como “chips da beleza”. A Anvisa ressaltou que o produto não passou por avaliação nem recebeu aprovação de eficácia e segurança.
A agência reguladora ainda fez a apreensão de anabolizantes e hormônios, como boldenona, oxandrolona, testosterona e anastrozol, que eram vendidos por empresas sem identificação e sem nenhum registro sanitário.
Vale lembrar, que a prescrição desses hormônios sem indicação médica clara - (finalidade puramente estética ou de aumento de performance) é considerada arriscada e, no Brasil, a prescrição para esse fim é proibida pelo Conselho Federal de Medicina.
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