Saúde
por Bruna Rocha
Publicado em 30/05/2025, às 11h20 - Atualizado às 12h20
Responsáveis por salvar vidas de milhares de soteropolitanos e pacientes de diversos municípios da Bahia, os médicos do Hospital da Mulher denunciam que estão há cerca de três meses sem receber pagamento.
Localizado no Largo de Roma, na Cidade Baixa, em Salvador, o hospital tem capacidade para realizar mais de 9 mil consultas e mil procedimentos cirúrgicos por mês, além de acompanhar mais de 1.400 mulheres. A unidade conta com 241 leitos, incluindo 10 de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), e realiza mais de 10 mil atendimentos mensais.
Apesar da alta demanda, os médicos que atuam no local, contratados em regime de Pessoa Jurídica (PJ), denunciam que estão “até o presente momento sem nenhuma previsão de pagamento”, como afirmou um dos profissionais, que preferiu não se identificar.
Segundo os médicos, o último pagamento recebido foi referente ao mês de fevereiro, e o atraso atinge todos os profissionais da categoria. A gestão do hospital é de responsabilidade do governo da Bahia, por meio da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), que repassa os valores ao Instituto Fernando Filgueiras (IFF), responsável por efetuar os pagamentos.
De acordo com relato de um dos profissionais, o atraso estaria relacionado a um déficit enfrentado pela Sesab após a recente ampliação do hospital.
“Não está ocorrendo o repasse referente a essa expansão, e, pelo que pude observar, ela nem está funcionando plenamente”, destacou o médico.
Além da questão salarial, outros funcionários denunciam a falta de insumos básicos.
“Faltam fios cirúrgicos e materiais essenciais para os procedimentos”, relatou um servidor.
Os problemas estruturais também preocupam.
“O sistema de refrigeração apresenta defeitos frequentes, o que nos obriga a realizar procedimentos em temperaturas inadequadas, expondo os pacientes a um maior risco de infecção. Temos observado, com frequência, a presença de moscas dentro do centro cirúrgico”, denunciou um profissional.
Outro servidor relatou um episódio ainda mais grave:
“Colegas da enfermagem disseram que, há poucas semanas, encontraram ratos na sala de recuperação anestésica. Eu, pessoalmente, não presenciei, então não posso afirmar. Mas sou testemunha da presença constante de moscas. Já fizemos várias queixas e a resposta é sempre a mesma: ‘iremos providenciar’”, desabafou.
Ainda segundo os profissionais, uma reunião foi realizada há pouco mais de dez dias entre coordenadores, diretoria e representantes do IFF para discutir os repasses, mas nenhuma solução foi apresentada até o momento.
A reportagem do BNEWS procurou a Sesab para esclarecimentos e foi informada de que “o pagamento de salários e demais direitos trabalhistas é de responsabilidade da Organização Social que faz a gestão da unidade, o IFF”.
O IFF também foi procurado, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto. A reportagem também solicitou esclarecimentos adicionais à Sesab sobre a suposta crise, mas não obteve retorno.
Clique aqui e se inscreva no canal do BNews no YouTube!
Classificação Indicativa: Livre
som poderoso
Som perfeito
Smartwatch top
Qualidade JBL
iPhone barato