Saúde

Mounjaro e Ozempic podem anular o efeito do anticoncepcional oral; saiba detalhes

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Substância tirzepatida pode ser a que mais impacta a absorção do etinilestradiol  |   Bnews - Divulgação Divulgação
Alex Torres

por Alex Torres

Publicado em 16/12/2025, às 14h30 - Atualizado às 15h10



Muito utilizados no tratamento contra a obesidade, os medicamentos Ozempic e Mounjaro apresentam um mecanismo de ação que pode interferir diretamente na absorção de medicamentos orais, incluindo pílulas anticoncepcionais. A informação foi esclarescida pela doutora Giselle Melo, em entrevista ao Bacci Notícias.

De acordo com a profissional, a substância tirzepatida pode ser a que mais impacta a absorção do etinilestradiol, componente comum da pílula. O efeito tende a retardar de forma mais significativa o esvaziamento gástrico em comparação com a semaglutida, comprometendo a atuação do contraceptivo no organismo.

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Com base nesses impactos, a orientação médica é que se utilize um método contraceptivo adicional, como o preservativo, por um período de, no mínimo, quatro semanas após o início do tratamento e, crucialmente, após cada aumento de dose da medicação para emagrecimento.

Outro ponto destacado pela doutora é que a própria perda de peso induzida por esses medicamentos pode, indiretamente, aumentar o risco de gestações não planejadas, devido a melhoria na saúde reprodutiva.

Por fim, a médica Giselle Melo enfatiza que mesmo com o uso do anticoncepcional oral, a melhora na ovulação potencializa a fertilidade. Assim, se faz necessário a orientação médica detalhada e a adoção de métodos contraceptivos complementares para garantir a eficácia e evitar surpresas.

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