Saúde
por Vagner Ferreira
Publicado em 19/10/2025, às 08h47
A morte ainda é um tabu na sociedade e divide muitas opiniões. A advogada especialista em direito médico, Luciana Dadalto, criou a associação civil sem fins lucrativos, Eu Decido, em agosto deste ano, para justamente discutir práticas de tratar sobre mortes assistidas.
De acordo com informações do portal Uol, a especialista defende que pessoas acima dos 18 anos com doenças terminais ou incuráveis possam decidir o destino de sua própria vida. Entretanto, ela reconhece que a discussão deve ser longa, visto que envolve questões éticas, médicas, religiosas e legais. Aqui no Brasil, por exemplo, a eutanásia é considerada crime, com complexidade comparada com o homicídio.
"Não estamos falando de cometer eutanásia em crianças ou pessoas sem capacidade decisória, mas, sim, em pessoas com mais de 18 anos, lúcidas, que podem escolher como querem morrer depois de um diagnóstico irreversível", disse Luciana, segundo a reportagem.
De acordo com a especialista, é tão difícil falar de morte assistida no Brasil, pois as pessoas costumam evitar o assunto e preferem negar quando estão em alguma discussão sobre. Ainda, afirmou que o país vive, em sua maioria, uma moralidade judaico-cristã, mas que o debate deveria entrar na seara de autonomia individual.
“Quando falamos de eutanásia e de suicídio assistido, eu estou falando necessariamente de morte. E se as pessoas não gostam de conversar sobre ela, esse é um assunto que não está na pauta do dia”, comentou ela, ao Uol.
“Não estamos falando de ser a favor ou contra, mas de direito individual, de reconhecer que uma pessoa gravemente doente, e que está vivenciando um sofrimento que ela considera intolerável, pode escolher abreviar a sua vida”, acrescentou.
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